Faturamento do setor de máquinas tem queda histórica este ano

Em outubro de 2013 o faturamento da indústria brasileira de máquinas e equipamentos foi de R$ 7,174 bilhões, um crescimento de 1,4% sobre o mês anterior. Apesar do ligeiro crescimento, o resultado acumulado até o mês de outubro dificilmente anulará a queda observada até agora. Conforme Carlos Pastoriza, secretário da Abimaq, “ é o pior desempenho da história da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos”.

De janeiro a outubro de 2013, o faturamento de R$ 66,956 bilhões foi 5% inferior ao valor registrado no mesmo período de 2012. Observa-se ao longo de 2013 uma melhora gradativa da taxa de desempenho das vendas do setor, que não deve alcançar, entretanto, o resultado do ano passado. Os setores de infraestrutura e indústria de base, máquinas para agricultura e máquinas para logística e construção civil apresentam desempenho positivo no ano.

O diferencial entre a taxa de queda apontada pelo faturamento (-5%) e a taxa de crescimento registrada na produção física (+5,8%) está fortemente relacionada à variável preço. “O setor se viu obrigado a reduzir ainda mais suas margens em função da concorrência com os produtos importados”, alega Pastoriza. 

O mês de outubro de 2013, mais uma vez, contrariou o comportamento sazonal do setor ao registrar crescimento de 1,4%. Apesar do ligeiro crescimento na ponta, o resultado acumulado até o mês de outubro é um indicativo que o segundo semestre de 2013, ainda que provavelmente melhor que o de 2012, dificilmente anulará a queda observada até agora.

O resultado das exportações de outubro no valor de US$ 1,209 bilhão voltou a ser de crescimento em relação ao mês anterior e a sua participação no faturamento do setor chegou a 33% no período (jan-out/13), que é a média histórica.  Os três setores que registraram crescimento são: máquinas para agricultura, máquinas para a indústria de transformação e máquinas para petróleo e energia renovável.

No mês de outubro/13 foram importados US$ 2,950 bilhões em máquinas e equipamentos, um crescimento sobre o mês de setembro de 2013 de 15,8%. A principal origem das importações de máquinas e equipamentos em valores são os Estados Unidos com 25% do volume importado; na segunda posição aparece a China com 17%, mas ocupando espaço crescente no mercado nacional.

Ainda em outubro/13 o saldo da balança comercial de máquinas e equipamentos foi deficitário em US$ 1,741 bilhão, um crescimento de 13,0% quando comparado com o mês de setembro de 2013. No ano o aumento foi ainda maior e chegou a 22,3% quando comparado com janeiro e out/12 e elevou o déficit do período a US$ 17,133 bilhões, o que sinaliza um déficit setorial superior a US$ 20 bilhões, no ano.

Em outubro de 2013 a indústria brasileira de máquinas e equipamentos mecânicos atuou com 76,8% da sua capacidade instalada, 1,3% inferior ao resultado de setembro (77,8%) e 5,8% superior ao mesmo mês de 2012 (72,6%).

A carteira de pedidos recuou 5,4% na comparação como o mês de setembro de 2013 e 14,4% na comparação com outubro do ano anterior. A preocupação é maior quando se observa o comportamento da carteira de pedidos dos fabricantes de bens sob encomenda, cuja principal esperança de recuperação reside na operacionalização das concessões públicas.

A indústria brasileira de máquinas e equipamentos mecânicos registrou queda de 0,4% no quadro de pessoal no mês de outubro quando comparado com setembro e chegou a 257.661 pessoas empregadas em 2013.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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