Pirelli anuncia plano mundial para os próximos 4 anos
O Conselho de Diretores da Pirelli & C. aprovou o Plano industrial 2013-2017. O plano foi apresentado nesta quarta-feira (6) para a comunidade financeira em Londres pelo presidente e CEO da Pirelli & C., Marco Tronchetti Provera e pela alta gerência do grupo. O plano industrial 2013-2017 da Pirelli surge dois anos após o Plano Industrial, com visão para 2015, apresentado em novembro de 2011 e representa sua evolução estratégica. O plano surge em meio a um contexto macroeconômico que vem mudando profundamente em relação àquele, observando-se os anos de 2012 e 2013 bastante impactados por uma crise que abateu a economia europeia em particular. Na Europa, de fato, a difícil situação econômica resultou em um atraso de aproximadamente dois anos quando comparado às expectativas de outrora em relação ao crescimento do setor.
Antecipando a tendência de mercado, a Pirelli em 2011 já tinha identificado o segmento Premium como um dos com melhores perspectivas. Esse segmento, mesmo em um contexto econômico internacional difícil, continua a crescer a uma taxa três vezes mais rápida que o não-premium e, graças a suas altas margens, foi um dos fatores que mais contribuíram para os resultados obtidos até o momento. Uma informação transmite melhor a eficiência dessa estratégia: os produtos Premium (com tamanho igual ou acima de 17 polegadas) representam mais de 53% das receitas do negócio de veículos de passeio e mais de 80% de lucro, que apresenta um percentual de 7 pontos percentuais acima, ambos em termo de receita e lucro, comparado a somente dois anos atrás.
De 2011 até agora, a Pirelli consolidou suas parcerias com as montadoras de veículos, com uma participação do mercado no Equipamento Original ‘Prestige’ de aproximadamente 50% (+11 pontos percentuais comparado a 2011) e de aproximadamente 19% no ‘Premium’ (+5 pontos percentuais comparado a 2011) e reforçou sua posição como principal fornecedora para montadoras de veículos na Alemanha, nas regiões da Apac, Nafta e Latam; aumentou o peso nos negócios de pneus de passeio do segmento Premium, que atualmente representa 53,3% das receitas totais (+7,4 pontos percentuais comparado a 2011) e mais de 80% de Ebit (+7 pontos percentuais a partir de 2011); continuou a se concentrar na faixa superior do canal de reposição, movendo-se de uma estratégia baseada em volumes para uma baseada no valor; alcançou a posição ‘best in class’ no segmento industrial em termos de lucratividade, com uma margem de Ebit atual acima de 13% (+4 pontos percentuais comparado a a média da indústria européia no setor) e um ROI de aproximadamente 20% nos últimos três anos; consolidou o posicionamento geográfico em economias de desenvolvimento rápido. As atividades nesses países atualmente representam mais de 56% das receitas totais e mais de 63% dos lucros, com um aumento de mais de 9 pontos percentuais comparado a 2011. Um crescimento estimulado particularmente pelas regiões da Apac, Latam e Mea, assim como Nafta, capazes de absorver tanto o impacto da crise da economia europeia como a diminuição do ritmo econômico do mercado russo.
A empresa desenvolveu, por meio da evolução da organização ao longo do tempo, uma estrutura adequada para a implementação, também por meio da transformação de sua cultura interna, de um novo modelo de negócio que saiu de uma lógica de ‘volumes’ para uma de ‘valor’. Após uma fase inicial que, nesse sentido, teve todas as funções se reportando diretamente para o Presidente e CEO, uma segunda fase que hoje em dia contém, além das funções de staff, duas áreas macro: uma dedicada ao desenvolvimento de produto, simplificação de processos e a relação com as montadoras de veículos e outra com uma visão geral de todas as operações e a implementação de eficiências. O que resultará na melhor execução e uma transferência mais eficiente de valor diretamente das montadoras para os consumidores finais.
De 2009 até agora, a Pirelli assistiu a uma evolução constante do ponto de vista de sua estrutura acionária e de governança. Em relação à estrutura acionária, o peso dos acionistas institucionais estrangeiros contou com um crescimento de 16% em 2009 para 27% em 2011 e 36% atualmente, uma prova dos bons resultados industriais obtidos; as ações em mercado foram de 49,3% para 73,8% como uma consequência da dissolução do contrato de bloqueio de acionistas; a Camfin, com 26,2%, permanece o principal acionista da empresa, que está se direcionando a uma estrutura acionária mais difusa. Em relação à governança, durante as assembleias de aprovação dos resultados de 2013, o Conselho, que desde 2009 conta com maioria de diretores independentes, migrou de 15 membros para os atuais 19. A partir de 2011, dois comitês, ‘Nominações e Sucessões’ e ‘Estratégias’, foram introduzidos e o Conselho representou um papel chave na supervisão dos processos de gestão de risco.
O foco no Premium, implementado nos últimos dois anos, tornou a Pirelli uma empresa capaz de gerar em 2013 um fluxo de caixa livre superior a 3% das receitas.








