É possível conseguir emprego depois dos 60 anos

carteira de trabalho abertaJá se foi o tempo em que pessoas com mais de 60 anos não conseguiam uma recolocação no mercado de trabalho. Segundo o Ministério do Trabalho, foram contratados cerca de 320 mil pessoas com mais de 60 anos em vagas formais em 2009, tanto em setores públicos como privados. Esse número corresponde a 7,08% a mais do que no ano anterior – e o número só tende a crescer.

Com a expectativa de vida cada vez maior, muitos daqueles que chegam aos 60 anos não querem deixar o mercado de trabalho ou, ainda melhor, desejam retornar a ele depois de um período de descanso. “Essa volta ao mercado de trabalhadores aposentados é um fenômeno recente no Brasil e está associado diretamente às melhorias nas condições de saúde da população”, explica Madalena Feliciano, diretora do Instituto Profissional de Coaching, que comenta que os 70 anos podem ser comparados com os 50 anos de algumas décadas atrás.

Existem principalmente duas razões que fazem com que os profissionais acima dos 60 procurem algo para fazer e que lhes rendam dinheiro. Madalena explica: “as pessoas de escolaridade mais baixa precisam complementar a renda da casa, ao passo que aquelas que possuem estudos específicos estão sendo procuradas pelo mercado”, comenta. Isso acontece porque é ideal contar com profissionais experientes – e essa experiência só é alcançada com a vivência.

As empresas optam por esses profissionais quando a atividade exige mais responsabilidade, disponibilidade e respeito ao horário. “Cada vez mais as pessoas chegam aos 60, 65 anos com grandes capacidades profissionais, vontade de ganhar seu próprio dinheiro, ter uma boa vida pessoal, etc. E isso faz com que elas não queiram ficar em casa e voltem grande parte da sua atenção para o trabalho, assumindo com uma grande responsabilidade o que é delegado a eles”, explica Madalena.
Não existe idade máxima para se trabalhar, o que existe é a capacidade que cada pessoa tem para determinadas funções. “Os profissionais acima dos 60 podem sentir algumas dificuldades para retornar ao trabalho, afinal, muitas vezes o convívio com profissionais mais jovens, conectados à internet e às redes sociais e mais inteirados com novidades em suas áreas de atuação, a necessidade de falar outros idiomas e de ter uma atuação multidisciplinar, por exemplo, podem por em risco a confiança do profissional acima dos 60 anos. Mas ele não deve se abalar: se foi contratado, é porque a empresa está a procura de experiência e maturidade, características normalmente encontradas em profissionais mais velhos”, exalta.

Para aqueles que desejam regressar ao mercado de trabalho, existam algumas recomendações que podem ser seguidas. “Identifique suas principais competências; procure por um trabalho alinhado às suas experiências profissionais anteriores; faça um bom currículo, destacando a sua experiência; não pareça resistente às mudanças e novidades; a apresentação pessoal e postura são muito importantes – capriche nelas; procure manter-se atualizado sobre a sua área de atuação”, diz Madalena.

Para o empregador também existem grandes vantagens em contratar pessoas mais velhas – que vão além da experiência. “Em geral, os mais velhos são excelentes para o atendimento a clientes, são mais humildes em reconhecer seus erros e buscar a melhoria, são menos ansiosos, têm paciência para um plano de carreira mais longo, tem maior disponibilidade de tempo, flexibilidade na negociação do salário,menor responsabilidade com filhos(geralmente já são formandos ou independente), em geral, já recebem a aposentadoria e por isso o foco do trabalho nem sempre é exclusivamente o salário. Hoje em dia, os profissionais acima dos 60 fazem tudo: entram na internet, dirigem, fazem exercícios, dançam, namoram, estudam, enfim, procuram algo que venha trazer bem estar e o melhor caminho para felicidade – e muitas vezes o trabalho ajuda e muito nesse caminho,” conclui a especialista.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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