Paranaenses estão animados com o plantio de seringueiras

seringalEmbora tão próximo do estado de São Paulo, que responde por 54% da produção brasileira de borracha natural, somente agora o Paraná começa a abrir os olhos para essa cultura. No noroeste, que tem solo e clima semelhantes aos da principal região paulista de seringais, polarizada por São José do Rio Preto, alguns plantios estão em andamento e tudo indica que, no curto prazo, mais gente vai ingressar na atividade. Em Nova Esperança, a 46 quilômetros de Maringá, o produtor José Alfredo dos Santos decidiu investir no plantio de 4.640 mudas em uma propriedade de 60 hectares, situada na Gleba Piúna, que adquiriu há dois anos. Ele reservou, para isso, 8 hectares na cabeceira, onde está introduzindo 580 unidades em cada qual, no espaçamento adensado de 7 por 2,5 metros. “Estou muito confiante”, diz Santos.

Para minimizar riscos, o produtor conta que buscou a orientação do especialista Mauro Zanini Rosseto, o mesmo que há três décadas acompanha mais de 800 hectares de seringueiras nas fazendas da Companhia Melhoramentos Norte do Paraná. Sob a supervisão de Rosseto, que se incumbiu de selecionar as mudas em viveiro credenciado no interior de São Paulo, uma equipe foi contratada para efetuar o plantio, que requer alguns cuidados.

Como serão necessários seis anos para que as árvores comecem a produzir e dez para atingir a plenitude, Santos está destinando uma outra parte do sítio para a construção de 17 tanques destinados à criação de tilápias e, com isso, garantir renda e retorno mais rápidos. O objetivo é fornecer peixes para pesqueiros. Pelos cálculos do proprietário, os 4,6 hectares de lâmina d’água, que devem entrar em produção em 2015, têm capacidade para 200 toneladas em média por ano. “A seringueira proporciona de nove a dez colheitas anualmente e um trabalhador apenas pode cuidar de 2 mil árvores”, comenta Santos, que nos últimos meses, antes de tomar a decisão de investir no plantio de seringal, visitou propriedades, participou de eventos técnicos e conversou com produtores.

O mercado para a borracha natural é altamente promissor. O Brasil produz, no momento, menos da metade do que precisa e, em outubro do ano passado, entrou em operação na região metropolitana de Curitiba a Sumitomo Rubbers, a primeira fábrica de pneus do Paraná, que tem compromisso firmado junto ao governo do Estado de adquirir matéria-prima dos produtores paranaenses. A oferta, no entanto, é insignificante. A indústria teria demanda inicial para um volume equivalente a produção de 17 mil hectares, mas o total de seringais no Estado não passa de 1,2 mil hectares, o que obriga a companhia a trazer praticamente toda a borracha de fora.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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