Soja tem previsão de novo recorde na série histórica em 2026

Soja tem previsão de novo recorde na série histórica em 2026

Produção de milho diminui 2,5% e a de trigo trigo cai 6,8%

A estimativa em abril da safra nacional de cereais, leguminosas e oleaginosas para 2026 atingiu 348,7 milhões de toneladas, com previsão de novo recorde da série histórica para a produção da soja no ano. O resultado é 0,7% maior que o de 2025 (346,1 milhões de toneladas), crescimento de 2,6 milhões de toneladas. Em relação a março de 2025, houve aumento de 334.277 toneladas (0,1%). Os dados são do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA), divulgado nesta quinta-feira (14) pelo IBGE.

O arroz, o milho e a soja, que são os três principais produtos deste grupo, representaram 92,7% da estimativa da produção e respondem por 87,6% da área a ser colhida. Em relação ao ano anterior, a soja teve um aumento de 4,8% na estimativa da produção (174,1 milhões de toneladas), seguida pelo sorgo, com 1,0%. As quedas foram no algodão herbáceo (em caroço) de -8,9%; no arroz em casca com -10,6%; no milho com -2,5%; no feijão de -4,6%; e no trigo de -6,8%. Já na área a ser colhida, houve aumentos de 1,2% na da soja; de 3,4% na do milho (aumentos de 11,9% no milho 1ª safra e de 1,3% no milho 2ª safra) e de 8,5% no sorgo, ocorrendo declínios de 4,3% na do algodão herbáceo (em caroço); de 10,4% na do arroz em casca; e de 3,8% na do feijão.

Carlos Alfredo Guedes, gerente de Agricultura da pesquisa, falou sobre as principais culturas: “O milho tem produção estimada em 138,2 milhões de toneladas, com queda de 2,5% em relação ao recorde do ano passado, ainda que as condições da segunda safra sejam boas e o resultado final dependa da colheita, podendo surpreender. Algumas culturas apresentam recuo, como feijão (2,9 milhões de toneladas), arroz e algodão, este último com estimativa de 9 milhões de toneladas, alta mensal de 3,4%, mas queda de 8,9% no ano, reflexo dos preços mais baixos e da redução de área plantada.

Por outro lado, o café se destaca com produção estimada em 4 milhões de toneladas e crescimento de 14,9% em relação ao ano anterior, impulsionado pela bienalidade positiva, pelas boas condições climáticas e pelos preços mais favoráveis, que estimularam o aumento da área cultivada e da produtividade”.

Centro-Oeste mantém liderança na produção de grãos

A grande região que liderou o volume de produção de cereais, leguminosas e oleaginosas foi a Centro-Oeste com 174,5 milhões de toneladas (50,0%). Em seguida, Sul, com 92,1 milhões de toneladas (26,4%); Sudeste, com 30,6 milhões de toneladas (8,8%); Nordeste, com 29,9 milhões de toneladas (8,6%); e Norte, com 21,5 milhões de toneladas (6,2%).

A estimativa da produção de cereais, leguminosas e oleaginosas apresentou variação anual positiva para as Regiões Sul (6,8%) e a Nordeste (7,8%); e negativas para a Centro-Oeste (-2,3%), a Sudeste (-1,5%) e a Norte (-3,6%). Quanto à variação mensal, apresentaram crescimentos na produção as regiões Nordeste (2,1%) e a Sudeste (0,4%). A Centro-Oeste apresentou estabilidade (0,0%), enquanto a Norte (-0,4%) e a Sul (-0,4%) apresentaram declínios.

O Mato Grosso lidera como o maior produtor nacional de grãos entre as unidades da federação, com participação de 30,9%, seguido pelo Paraná (13,5%), Rio Grande do Sul (10,8%), Goiás (10,7%), Mato Grosso do Sul (8,2%) e Minas Gerais (5,4%), que, somados, representaram 79,5% do total.

Soja tem previsão de novo recorde

A estimativa da produção nacional da oleaginosa alcançou novo recorde na série histórica em 2026, totalizando 174,1 milhões de toneladas, um aumento de 0,2% em relação a março e de 4,8% frente ao volume obtido em 2025 (166,1 milhões de toneladas).

O Mato Grosso, maior produtor nacional, manteve a estimativa de 50,5 milhões de toneladas, estável em relação a março e 0,7% acima do colhido em 2025. Goiás deve colher 19,8 milhões de toneladas, conservando a previsão de março e permanecendo 2,6% abaixo do volume produzido em 2025. No Mato Grosso do Sul, a produção foi estimada em 15,6 milhões de toneladas, mantendo a informação anterior, mas com crescimento de 19,1% em relação ao volume produzido em 2025.

O Paraná, com 21,9 milhões de toneladas, mantém a segunda maior produção do País, apresentando leve recuo de 0,7% em relação a março, mas crescimento de 2,6% frente a 2025. No Rio Grande do Sul, a estimativa de abril indicou produção de 18,4 milhões de toneladas, mantendo o forte incremento de 34,6% em relação a 2025.

Carlos Alfredo Guedes destacou o desempenho da soja e a recuperação das lavouras no Rio Grande do Sul: “Trata-se de uma safra bastante semelhante à do ano passado, com crescimento puxado principalmente pela soja. A produção de soja foi estimada em 174,1 milhões de toneladas, com aumento de 0,2% em relação ao mês anterior e de 4,8% comparado a 2025, favorecida por condições climáticas muito boas, que resultaram em ganho de produtividade de cerca de 3,7% e uma safra recorde. Houve recuperação da produção na Região Sul, especialmente no Rio Grande do Sul, com estimativa de 18,6 milhões de toneladas de soja e crescimento de 34,6%, embora as projeções iniciais fossem maiores e tenham sido revistas para baixo devido a problemas climáticos”.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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