Companhias de seguro querem ampliar participação de mercado entre as micro e pequenas empresas
O horizonte das micro e pequenas empresas no Brasil é otimista e as seguradoras e corretoras de seguro estão atentas à evolução do setor. Segundo o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), a previsão é que, até 2016, o país tenha 4,5 milhões de micro e pequenas empresas e que esse número chegue até cinco milhões em 2022. Hoje, apenas um terço desses negócios conta com algum tipo de seguro. Atentas a esse potencial, as empresas preveem um aumento de 20% a 25% em seguro patrimonial para esse ramo.
Na Senzala Corretora de Seguros, as micro e pequenas empresas correspondem a 40% dos clientes da empresa. “O segmento é um mercado bastante promissor. Tanto que as seguradoras estão investindo em coberturas exclusivas para nichos específicos nas diversas atividades de negócio, diminuindo o risco dessas organizações, que raramente contam com profissionais dedicados a monitorá-los”, destaca o diretor da corretora, André Rocha Coutinho.
Sendo o seguro patrimonial o serviço mais solicitado pelas micro e pequenas empresas, Coutinho diz que as coberturas com maior volume de contratação, e que compõem um pacote básico de garantias, são as de incêndio, raio e explosão (obrigatória para imóveis residenciais e comerciais), danos elétricos e curto-circuito, vendaval e responsabilidade civil, além de roubo e furto qualificado de bens.
A se considerar um valor de cobertura com limite máximo de indenização de até R$ 100 mil para o seguro contra incêndio, R$ 10 mil para cada cobertura de danos elétricos, vendaval, responsabilidade civil e seguro contra roubo, para um escritório de advocacia, com 50 metros quadrados, localizado em prédio comercial, o empreendedor pagaria aproximadamente R$ 360,00 anualmente de seguro patrimonial, ou seja, em média R$ 30,00 ao mês.
“A maior adesão das micro e pequenas empresas ao seguro esbarra na ideia equivocada de que o serviço é muito caro e até mesmo numa questão cultural do próprio brasileiro, que prioriza a contratação do seguro para automóvel em relação ao do imóvel, embora o primeiro tenha valores muito mais elevados e significativos”, opina Coutinho.
O corretor de seguros destaca que, mesmo para atividades com alto grau de sinistralidade (evento em que o bem segurado sofre um acidente ou prejuízo material), é possível encontrar seguradoras que oferecem pacotes de garantias atrativos para o negócio, ainda que a opção de seguradoras para esse tipo de contratação seja reduzida.
“É o caso de lojas de colchões ou imóveis comerciais enquadrados como patrimônio histórico e cultural. Ou então em situações como em Paranaguá, no litoral do Paraná, em que existem muitos armazéns. Apesar do alto risco em alguns negócios e da dificuldade para mensurar o valor de reconstrução em outros casos, existem companhias especializadas para oferecer esse serviço”, explica.
Para encontrar um meio-termo entre despesas e segurança, a orientação é que seja realizada uma avaliação detalhada da empresa e de suas necessidades. “Para isso devem ser avaliados itens como detalhamento da atividade exercida, tamanho e idade do imóvel, protecionais de incêndio e roubo existentes, local em que está localizado e os perigos a que o negócio está suscetível e quais deles podem causar prejuízos consideráveis, inclusive para a sobrevivência do negócio”, ressalta Coutinho.








