Curitiba receberá grandes nomes para falar sobre inovação

CICI-2014Mais de 30 palestrantes nacionais e internacionais já estão confirmados para a Conferência Internacional de Cidades Inovadoras (CICI2014) e para o Fórum Internacional iCities, eventos simultâneos que acontecem nos dias 7, 8 e 9 de maio, na Universidade Positivo, em Curitiba. Com realização do Instituto Brasileiro da Qualidade e Produtividade (IBQP), Universidade Positivo e Prefeitura Municipal de Curitiba, os eventos prometem movimentar a cidade com discussões sobre inovação e cidades inteligentes.

Entre os convidados estão Catarina Selada, diretora do departamento de “Cidades & Territórios” na Inteli – Inteligência em Inovação, de Portugal; Gil Giardelli, web ativista, difusor de conceitos e atividades ligados à sociedade em rede, colaboração humana, economia criativa e inovação digital; o engenheiro industrial Marco Bravo, com 12 anos de experiência diversificada internacional e educação; e o diretor da cúpula internacional de cidades inteligentes Smart City Expo World Congress, de Barcelona, Ugo Valenti. Essas e outras referências em cidades inovadoras vão palestrar sobre os seis eixos da CICI2014, que são: Mobilidade Urbana, Infraestrutura, Tecnologias Sociais, Empreendedorismo, Viver a Cidade e Eficiência.

Em paralelo à Conferência acontece o iCities, fórum dedicado ao compartilhamento de conhecimento e aprofundamento dos temas das palestras da Conferência, por meio de debates. Serão três dias de muitas ideias e visões inovadoras para centros urbanos mais sustentáveis.

Para participar da CICI2014 e do iCities basta acessar www.cici2014.com. As inscrições são gratuitas e limitadas.

Economista desmistifica risco de bolha no mercado imobiliário brasileiro

“Bolha não murcha, simplesmente estoura”, contestou o consultor da Brain, Fábio Tadeu Araújo, na apresentação de dados do mercado imobiliário, organizada pelo Sistema Secovi, na última quinta-feira (24), em Curitiba. Durante o encontro, o economista desmistificou a possibilidade de haver uma bolha imobiliária em Curitiba e no Brasil, sobre lançamentos imobiliários e sobre os dados do Inpespar sobre a comercialização de usados e locação, para dezenas de representantes de imobiliárias. “As bolhas se comportam desta forma desde o século XVII, quando ocorreu o que ficou conhecido como a crise das tulipas, na Holanda”, explicou.

“Nossa intenção é munir os empresários do setor com essas informações importantes, para que possamos ir esclarecendo esses detalhes ao mercado, de que vivemos um período normal”, frisou o presidente do Secovi, Luis Antônio Laurentino. Segundo o dirigente, o setor imobiliário é cíclico. “Estamos observando um grande volume de entrega de lançamentos, teremos também os estoques de imóveis usados aumentados, mas com o mercado absorvendo a oferta, ou seja, continuamos sob a influência da velha lei de oferta e procura”, explicou o dirigente.

Em sua apresentação, Araújo destacou cinco itens que descartam por completo a possibilidade de ocorrer a suposta bolha brasileira: o nível de emprego, o maior nos últimos quarenta anos; o crescente aumento de renda, que fechou em 8,6% no período de março de 2013 a fevereiro de 2014; o fato dos preços médios do metro quadrado no mercado brasileiro estarem quase a metade dos praticados nos demais países que tem similiaridade com a nossa realidade, incluindo a maioria dos que formam os BRICS; e, ainda, o correspondente ao comprometimento com crédito imobiliário em relação ao Produto Interno Bruto, que no Brasil está na casa de 8,2%, enquanto em países como o Reino Unido e os EUA apresentam respectivamente 83,7% e 76,1%.

O consultor também explicou uma diferença crucial entre o que vemos no Brasil, com relação ao crédito imobiliário, e o que ocorreu nos EUA e que ficou conhecido pelo mundo todo. “Nos Estados Unidos eles estavam financiando os imóveis em 120%”, disse. De acordo com ele, essa questão fez com que muitas pessoas, que acabaram se endividando, olhassem para o montante e, simplesmente, abandonassem suas dívidas.

Para o especialista, a questão do crédito imobiliário brasileiro é muito diferente, pois quem o utiliza, tem que entrar com um grande volume de dinheiro para concretizar o negócio, algo que está muito próximo dos 35% do valor do imóvel. “Por isso, para o brasileiro, sai muito caro abandonar esse tipo de dívida, algo comprovado pelo percentual de inadimplência para deste tipo de crédito, como vemos é um número que apresentou pouca variação nos últimos anos e até dezembro de 2013 estava em 1,6%”, contou.
Araújo, finalizando sua explanação, confirmou o que a prática de mercado mostrada há muitos anos. “Investir em imóveis é sempre um bom negócio”, frisou. De acordo com ele, não há outro tipo de investimento no mercado sem risco que apresente essa rentabilidade, atualmente 0,5% mais o IGPM ao mês.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *