Comunicação para as cidades foi um dos destaque do Fórum iCities
O segundo dia da Conferência Internacional de Cidades Inovadoras (CICI2014) finalizou com o Fórum iCities sobre a comunicação para cidades, em especial a maneira de torná-la uma marca. A CICI2014 e o iCities terminam hoje (9), com palestras e debates até o fim da tarde. Os eventos estão acontecendo na Universidade Positivo e as inscrições podem ser realizadas no local.
O debate, mediado pela diretora de Marketing Corporativo do GRPCom, Milena Seabra, contou com a presença de Carlos Matos (Startupeando), Fernanda Musardo (consultora), Ike Weber (empresário e jornalista), Marcel Bley e Marcos Giovanella (Prefeitura de Curitiba). O bate-papo girou em torno de como as cidades podem imprimir sua marca, sem perder essências ou características.
A cidade dos anos 70 foi um dos pontos abordados por Weber, que fez um paralelo entre a Curitiba de 40 anos atrás e a atual, destacando o boom populacional do período: hoje, 53% dos moradores de Curitiba não são curitibanos. O resgate daquela “Cidade Sorriso” também foi lembrado por Marcel Bely, que acredita que o município está retomando a fama aos poucos, conquistando novos admiradores.
O trabalho pioneiro de Giovanella, responsável pelas mídias sociais da Prefeitura de Curitiba, que conta com uma das administrações virtuais mais elogiadas, foi uma revolução para a cidade, e tem como função ouvir, responder e dialogar com a população. “A busca pela modernização e inovação agregam valor à cidade, e as mídias sociais cumprem este papel”, salienta.
Fernanda, que não é de Curitiba, mas a adotou, questionou a forma como as pessoas atuam na cidade e afirmou que questões como a mobilidade poderiam ser solucionadas com pequenas mudanças. O mesmo foi sugerido por Matos, que deixou no ar o questionamento: “Por que as pessoas precisam trabalhar no mesmo horário?”, gerando pontos de pico no trânsito e prejudicando os deslocamentos.
Enfrentar os atuais desafios do mundo moderno passa pelo fato de cada ator social reconhecer a importância de seu papel e a melhor forma de colaborar, disse a dinamarquesa Mille Bojer, cofundadora da Reos Partners, empresa que trabalha em todo o mundo com questões como mudanças climáticas, reconstrução nacional, segurança alimentar, órfãos e crianças vulneráveis, entre outros. Mille abriu a sessão de conferências da parte da tarde de quinta-feira.
A dinamarquesa destacou que a solução dos problemas sociais raramente é linear, e não depende de apenas um indivíduo, passando por toda a sociedade. Na opinião dela, as tecnologias sociais permitem a interação dos atores por canais abertos, promovendo a mobilização e a colaboração.
Na sequência, a especialista em economia criativa e desenvolvimento sustentável Lala Deheinzelin tratou dos desafios do mundo atual em relação ao futuro e oportunidades para as cidades. Um dos exemplos citados por Lala foi o projeto EcoDistricts, da cidade de Portland, que conecta setores que moldam a cidade de forma colaborativa.
Ainda na mesma noite, Francisco Orjales Farto apresentou o maior evento de smart city do mundo, o Smart City Expo World Congress, que acontece anualmente em Barcelona. Em três anos de edição, o evento já reuniu mais de 22 mil visitantes, expandindo sua edição para Kyoto, no Japão, e Bogotá, na Colômbia. Enquanto Julio Omori, gerente do Departamento de Manutenção Eletromecânica e Automação da Copel, apresentou o projeto Paraná Smart Grid, que relaciona a interação entre redes e cidades inteligentes.


