Itaipu é peça-chave no crescimento do mercado brasileiro de energia, afirma Zimmermann

Márcio Zimmermann participou do 13º Simpósio de Especialistas em Planejamento da Operação e Expansão Elétrica.
Márcio Zimmermann participou do 13º Simpósio de Especialistas em Planejamento da Operação e Expansão Elétrica.

No mês em que completa 40 anos de formação como empresa e 30 anos de geração, a Itaipu Binacional mantém-se como peça-chave para sustentar o crescimento do mercado brasileiro de energia e representa, historicamente, o caso mais bem-sucedido de união entre dois países para a formação de um empreendimento hidrelétrico. A afirmação é do secretário executivo do Ministério de Minas e Energia (MME), Márcio Pereira Zimmermann, que participou nesta segunda-feira (19), em Foz do Iguaçu (PR), do painel Energy and Electric Grid Security, dentro da programação do 13º Simpósio de Especialistas em Planejamento da Operação e Expansão Elétrica (Sepope). “Itaipu participa com um porcentual altíssimo do mercado brasileiro, que cresce muito, e tem papel-chave nesse processo”, disse Zimmermann. “Acho que, no mundo, provavelmente é o caso mais bem-sucedido de uma usina binacional”, completou.

O painel foi mediado pelo diretor-geral brasileiro de Itaipu, Jorge Samek, e reuniu algumas das principais autoridades do setor elétrico do País – entre elas, o diretor-geral do Operador Nacional do Sistema (ONS), Hermes Jorge Chipp; o diretor-geral do Centro de Pesquisas de Energia Elétrica (Cepel), Albert Cordeiro Geber de Melo; e o diretor de estudos de energia elétrica da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), José Carlos Miranda. O presidente do Institute of Electrical and Eletronics Engineers – Power & Energy Society (IEEE-PES), Miroslav Begovic, da Geórgia (EUA), também integrou a mesa.

Zimmermann disse que o modelo adotado pelos governos do Brasil e do Paraguai para implantar Itaipu, e a qualidade do quadro técnico da empresa permitiram a melhoria contínua no processo de operação e manutenção, resultando em recordes sucessivos de geração. “Tanto para o Brasil como para o Paraguai, a implantação de Itaipu trouxe primeiro um amadurecimento na relação entre os dois países. Brasil e Paraguai também são hoje experts em construir e operar uma binacional”, afirmou.

O secretário-executivo do MME destacou ainda as ações da binacional para proteger o meio ambiente e impulsionar o desenvolvimento socioeconômico da região. Segundo ele, esse trabalho “vem mostrar, mais uma vez, que uma usina hidrelétrica pode ser exemplo no mundo de projetos estruturantes que ajudam a desenvolver as regiões [no entorno]”.

Hermes Chipp, da ONS, lembrou que Itaipu, devido à sua alta capacidade de gerar energia, da excelência do quadro técnico e também pela localização geográfica, está no centro da estratégia para a operação do sistema. “Ora segurando o armazenamento, para atender a ponta, ora tendo de deplecionar, para segurar a cabeceira. Itaipu está no final da cascata e sua importância é estratégica”, relatou.

O executivo lembra que a posição de Itaipu na Bacia do Rio Paraná, tendo como principais afluentes os rios Grande, Paranaíba, Tietê, Paranapanema e Iguaçu, leva a usina a resultados expressivos. “Por exemplo: hoje (dia 19) não está chovendo nas cabeceiras dos rios, mas chove na incremental de Itaipu, que é uma área de maior drenagem. Isso quer dizer que Itaipu vai estar sempre gerando e batendo recordes”, completou.

Para Albert Geber de Melo, do Cepel, a importância de Itaipu dentro do setor energético extrapola a fronteira do Brasil e do Paraguai e ganha escala mundial. “Porque é um dos mais belos exemplos, talvez o maior que eu conheço, de desenvolvimento sustentável de hidroeletricidade”, afirmou.

Melo avalia que o tratado assinado na década de 70, que viabilizou a construção de Itaipu, permanece hoje como importante referência para empreendimentos em rios transnacionais. Além disso, o executivo cita que os trabalhos de proteção ambiental e desenvolvimento socioeconômico chamam a atenção no Brasil e no exterior.

 

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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