Lançada em Curitiba a Startup Grind

A comunidade Startup Grind foi lançada na última terça-feira (27), no Instituto Brasileiro da Qualidade e Produtividade (IBQP), em Curitiba. O evento, que teve o patrocínio do Google for Entrepreneurs, HAG Consulting e do IBQP, contou com a palestra de Gladys Mariotto, fundadora do portal Já Entendi. A comunidade Startup Grind reúne 75 mil empreendedores em 100 cidades (42 países) e tem como objetivo fomentar a cultura empreendedora na cidade, por meio da conexão entre todos os atores desse processo. O próximo evento já está marcado para o final de julho.
Em sua palestra, Gladys Mariotto contou sobre o surgimento do Já Entendi, startup de inteligência educacional reconhecida nacional e internacionalmente, com apresentações no Japão e em Cuba, considerada uma das quatro startups nacionais de maior sucesso no país. Além da trajetória de sucesso na empresa, Gladys compartilhou as dificuldades e experiências vividas até a startup se transformar em referência de sucesso.
Direcionado inicialmente a estudantes do ensino médio, pré-vestibular e Enem, o Já Entendi atua como um facilitador no aprendizado. “A ideia surgiu de um problema pessoal, pois tinha dificuldades para aprender devido a um déficit de atenção e hiperatividade”, relata. Estudando por conta própria, Gladys passou a enxergar outras maneiras de aprender, o que a levou a desenvolver um método específico.
“Criamos uma metodologia que mistura neurolinguística, mapas mentais e outras fórmulas para acelerar a aprendizagem”, afirma. Por meio de plataformas alternativas, como vídeo aula, jogos educacionais e aplicativos, o Já Entendi estimula o conhecimento de forma diferente. “Trabalhamos com escolas públicas e locais de risco social. Queremos inserir mais pessoas nas universidades e aumentar o percentual de jovens universitários no Brasil”, diz Gladys, citando que somente 26% dos cidadãos brasileiros chegam à universidade, contra o índice de 80% dos Estados Unidos.
Além do ensino a jovens alunos, a startup expandiu o direcionamento para profissionais e empresas que lidam com o público das classes C, D e E – no Brasil, cerca de 150 milhões de pessoas estão nessa classificação. “Observamos a falta de mão de obra, o aumento no tempo de capacitação, as didáticas inadequadas e passamos a atender grandes empresas”, diz a fundadora da startup que hoje tem como clientes companhias como Walmart, Keune, Amazon e Aliança Empreendedora, fornecendo capacitação educacional e profissional.
Crédito da foto – Mariana Moraes








