Aplicações conservadoras ganham destaque em planejamento financeiro de curto ou longo prazo

planejamento financeiroInflação em alta, nível de endividamento elevado e incertezas quanto aos rumos da política fiscal e econômica, estas comuns ao período de eleições presidenciais. À primeira vista, o cenário é ameaçador. Entretanto, pode ser de oportunidades, tanto para o consumidor endividado, que quer virar o jogo e começar o seu planejamento financeiro, quanto para quem pretende poupar dinheiro para uma compra programada ou garantia da aposentadoria, e procura por fundos e aplicações com baixo risco.

Segundo o Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), a quantidade de dívidas em atraso no banco de dados da instituição aumentou 5% em junho desse ano, em relação ao mesmo mês do ano anterior. A variação ficou próxima à alta de 5,21% apurada na comparação entre junho e maio de 2014. Um estudo realizado pelo portal Meu Bolso Feliz, uma ação de educação financeira da mesma instituição, mostrou que 35% da população não consulta seu extrato antes de ir às compras. Também revelou que grande parte dos brasileiros conta com o crédito oferecido pelo banco como renda mensal, não sabe quanto tem de despesas ou sobrepõe parcelas de compras diversas.

Considerando situações como essas, o diretor da Senzala Corretora de Seguros, André Rocha Coutinho, diz que o planejamento financeiro é uma medida emergencial. “A palavra de ordem sempre foi poupar, guardar, hoje mais do que antes. Para isso, é preciso transformar essa mentalidade de usar o dinheiro de forma racional em comportamento, adotando e aplicando diariamente os conceitos de organização e disciplina”, defende.

Para quem vai começar o planejamento financeiro com a finalidade de amortizar ou quitar as dívidas existentes, Coutinho diz que o primeiro passo é verificar a configuração do débito pendente e tentar trocar o saldo devedor com juros altos por taxas menores, por meio da contratação de empréstimo, como crédito consignado ou pessoal. “Além disso, é importante utilizar uma planilha com despesas e receitas, contabilizando cada entrada e saída de dinheiro, assim como abolir o uso do cartão de crédito, em algumas situações mais emergenciais”, aconselha.

Feita essa revisão, e mensurados os custos fixos e variáveis, a próxima etapa é estabelecer uma meta para investimento, destinando um valor fixo mensal para isso. A meta deve ser específica, mensurável, viável, realista e ter prazo definido. Segundo Coutinho, a recomendação é que esse valor fixo corresponda de 5% a 10% da renda mensal da família.

Para criar disciplina, a orientação é de que essa quantia seja colocada numa aplicação que tenha pagamento por meio de boleto bancário ou débito em conta corrente. “Para quem está começando o planejamento financeiro, vale optar por aplicações mais conservadoras, que oferecem baixo risco e estão menos suscetíveis às oscilações de mercado e política. Para planos de longo prazo, investir em aplicações como previdência privada e até mesmo o seguro de vida são alternativas bastante interessantes, sem se esquecer de que é sempre importante diversificar os investimentos”, analisa Coutinho.

Para quem usa o planejamento financeiro como estratégia para garantir uma aposentadoria tranquila, Coutinho é incisivo. “Num cenário de indefinições, aplicações mais conservadoras ganham destaque por serem opções que sempre estão disponíveis com baixo custo, além de terem um apelo em segurança e tranquilidade”, recomenda.

A regra também vale para a definição do fundo previdenciário: optar por modalidades de baixo risco, com apostas em Renda Fixa; Títulos Públicos do Governo; Letras e Notas do Tesouro. “Essas carteiras tendem a render um pouco mais do que a poupança, em média de 0,6% ou 0,7% ao ano, e não estão sujeitas a grandes oscilações de rentabilidade. Além disso, existe a alternativa da portabilidade entre fundos ou entre seguradoras, sem recolhimento do Imposto de Renda”, ressalta Coutinho.

As aplicações em previdência privada e seguro de vida também facilitam o planejamento sucessório, visto que o montante arrecadado em ambas as aplicações não entra em inventário. Na previdência privada, a tributação acontece somente no momento do resgate, conforme as características do plano escolhido. No seguro de vida, não há incidência de imposto na retirada, seja para a cobertura de indenização por invalidez, diagnóstico de doenças graves ou por morte, nesse último caso, aos beneficiários.

 

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 52 anos na área de jornalismo, sendo 50 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Há 25 anos é professora titular do curso de Jornalismo da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas do Paraná, São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 19 anos de blog, mais de 50 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 21 prêmios, com destaque para Embrapa Floresta (Menção Honrosa em 2025); VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *