Freio no consumo e indústria mais fraca impactam setor de serviços
As perdas na indústria e o freio no consumo das famílias impactaram os resultados do setor de serviços. A alta de apenas 0,2% no PIB de serviços no segundo trimestre, ante o mesmo período do ano passado, teve ajuda de dois subsetores: serviços de informação, com expansão de 3%; e intermediação financeira e seguros, com avanço de 2,5%. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (29) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
De acordo com Rebeca Palís, gerente da Coordenação de Contas Nacionais do IBGE, o resultado de serviços de informação cresceu muito por causa de internet e televisão. No caso de intermediação financeira, embora o crédito esteja em desaceleração, Rebeca explica que as instituições financeiras têm tido aumento de receita com outros serviços que implicam cobrança de tarifas. Também registraram resultado positivo no segundo trimestre os serviços imobiliários e aluguel (1,5%), administração, saúde e educação públicas (1,3%) e transporte, armazenagem e correios (0,9%).
Na direção oposta, houve retração nos subsetores de outros serviços (-1,6%) e comércio atacadista e varejista (-2,4%). “O comércio atacadista está completamente relacionado à industria de transformação, por isso foi afetado nesse trimestre e está com queda”, justificou Rebeca. Segundo a gerente do IBGE, o PIB de serviços é impactado tanto pela indústria quanto pelo consumo das famílias.








