Justiça Federal arrecada mais do que gasta e reduz estoque de ações

As despesas totais da Justiça Federal – composta por cinco Tribunais Regionais Federais (TRFs) -, somaram aproximadamente R$ 7,8 bilhões no ano de 2013, o que representou um crescimento de 2,7% em relação ao ano de 2012. Com as oscilações verificadas desde o ano de 2009, o crescimento acumulado da despesa, no último quinquênio, foi de apenas 0,4%. O montante gasto equivale a 0,16% do Produto Interno Bruto (PIB) Nacional. Os dados são do Relatório Justiça em Números, divulgado na última terça-feira (23/9) pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

Paralelamente, a atuação da Justiça Federal garantiu, durante o ano de 2013, a arrecadação de aproximadamente R$ 15,7 bilhões para os cofres públicos. Foi o único ramo da Justiça a arrecadar montante superior ao seu gasto total, obtendo, assim, um retorno financeiro equivalente ao dobro de suas despesas. A arrecadação é proveniente, em sua maior parte, das execuções extrajudiciais fiscais – cobrança de créditos pela Fazenda Nacional. “A Justiça Federal tem conseguido baixar mais processos do que o número recebido, atingindo em 2013 o nível de 112% no Índice de Atendimento à Demanda. Além disso, arrecadou mais do que o dobro gasto por ela”, afirmou o conselheiro Flavio Sirangelo, ao resumir o desempenho do segmento no Relatório Justiça em Números 2014.

Tramitaram na Justiça Federal no ano passado 11,4 milhões de processos, sendo que, entre eles, 71%, ou seja, 8 milhões, já estavam pendentes desde o início de 2013. No decorrer do ano, entraram nesse ramo do Judiciário 3,4 milhões de casos novos e foram baixados 3,8 milhões de processos. No quinquênio, houve um incremento na Justiça Federal de 3,1% nos casos novos – o que demonstra maior procura por esse ramo judicial – e de 7,4% nos baixados – o que mostra aumento de produtividade. “Verifica-se um esforço enorme para a resolução de processos em quantidade superior aos que ingressam”, concluiu o conselheiro.

O TRF da 1ª Região, que abarca 14 Estados brasileiros, apresentou o maior número de processos em tramitação, 3,6 milhões, seguido pelo TRF da 3ª Região, que abrange o Estado de São Paulo e do Mato Grosso do Sul, com 3,2 milhões de processos. O TRF5, que abrange seis Estados da Região Nordeste, apresentou a menor taxa de congestionamento da Justiça Federal, 44%. Isso significa que, de cada 100 processos, 56 foram solucionados no período.

A Justiça Federal conta com 1.549 magistrados, 28 mil servidores e 18 mil trabalhadores auxiliares. Na análise do Índice de Produtividade por Magistrado (IPM), o TRF5, que abrange os Estados da Região Nordeste, se destaca por possuir a maior produtividade na primeira instância – 2.722 processos baixados por juiz – e a segunda maior, no segundo grau, 3.976 processos baixados por magistrado. Além disso, o TRF da 5ª Região registrou o maior número de processos baixados – 159 – por servidor, de acordo com o Índice de Produtividade por Servidor (IPS).

Metade dos casos pendentes de solução na Justiça Federal é composta por processos na fase de execução, os quais 83% são referentes às execuções de título extrajudicial fiscal – cobrança de créditos pela Fazenda Nacional. Dos 4,6 milhões de processos em tramitação na fase de execução na Justiça Federal, cerca de 3,7 milhões correspondem às execuções fiscais. Os processos dessa classe processual são aqueles com maior taxa de congestionamento – de cada 100 processos que tramitam durante um ano, apenas 9 são baixados no mesmo período, e 91 ficam pendentes para o ano seguinte.

Para o conselheiro Flavio Sirangelo, os desafios da Justiça Federal para os próximos anos devem ser a redução do estoque de processos pendentes, principalmente em relação aos títulos de execução fiscal, e o aumento constante no número de processos baixados.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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