Produção industrial do Paraná foi a segunda melhor do País em julho

industria máquinaSA produção da indústria do Paraná avançou 7,3% na passagem de junho para julho de 2014, diante crescimento na média nacional de apenas 0,7%, segundo a Pesquisa Industrial Mensal Regional – Produção Física (PIM-PF), realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), ficando em segundo lugar no País, atrás apenas do Amazonas, que cresceu 16,1%. Com esse resultado, a indústria regional eliminou parte da perda 8,1% no acumulado do período maio para junho.

Entre os locais pesquisados no País, 11 dos 14 apresentaram aumento no ritmo da produção industrial. Cabe destacar, para este tipo de comparação, a recuperação de todas as atividades industriais no Paraná, com destaque para o ramo de fabricação de veículos automotores, reboques e carrocerias, fabricação de máquinas, aparelhos e materiais elétricos e fabricação de máquinas e equipamentos.

Em julho de 2014, no confronto com julho de 2013, o setor fabril paranaense apontou recuo de 6,4%, frente contração de 3,6% para o Brasil, com retração em treze dos quatorze locais pesquisados. Os setores que afetaram o desempenho da indústria no Estado foram veículos automotores, reboques e carrocerias (-23,4%), pressionado, especialmente, pela menor produção de automóveis, caminhões e veículos para transporte e mercadorias; produtos de borracha e de material plástico (-14,2%); fabricação de móveis (-10,6%); produtos alimentícios (-8,9%), explicados pela menor produção de bombons e chocolates em barras contendo cacau, tortas, bagaços, farelos e outros resíduos da extração do óleo de soja, açúcar cristal e VHP, rações e outras preparações utilizadas na alimentação de animais e carnes e miudezas de aves congeladas, respectivamente.

Em sentido oposto, o setor de bebidas (16,9%), máquinas, aparelhos e materiais elétricos (9,2%) e produtos de minerais não-metálicos (6,1%) exerceram as contribuições positivas mais importantes sobre o total da indústria paranaense.

No acumulado dos sete primeiros meses de 2014, a indústria do Paraná desacelerou 4,8%, ante redução de 2,8% na produção nacional. Dos treze setores pesquisados, nove diminuíram a produção, puxados por fabricação de veículos automotivos (-17%), móveis (-9,4%), máquinas e equipamentos (-8,5%), produção de alimentos (-5,9%) e máquinas, aparelhos e materiais elétricos (-3,8%)

No indicador acumulado de 12 meses, encerrado em julho de 2014, a produção industrial regional ao passar de 1,4% em maio, 0,0% em junho e -1,0% em julho de 2014, manteve a trajetória descendente iniciada em fevereiro de 2014 (4,7%). Os principais impactos negativos para a média global vieram dos setores veículos automotores, reboques e carrocerias (-7,4%), móveis (-5,6%), produtos alimentícios (-1,9%) e celulose e papel (-1,6%).

De acordo com análise de Francisco José Gouveia de Castro, economista do Núcleo de Macroeconomia e Conjuntura do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes), a marcha da produção industrial nacional e regional reproduz o visível enfraquecimento da economia brasileira, explicado pela combinação entre lenta recuperação da economia mundial e problemas internos, determinados pelos efeitos da inconsistente política econômica praticada pelo governo federal. Na verdade, os embaraços domésticos vêm provocando deterioração das expectativas dos consumidores e dos empresários em relação ao futuro, resultante da opção da atual gestão econômica nacional pelo abandono do tripé macroeconômico e da insegurança institucional.

Segundo Gouveia de Castro, algumas atividades da matriz industrial paranaense vêm acusando evidentes sinais de contágio da regressão da economia brasileira, especialmente o setor automotivo que passa por uma forte retração das vendas internas e aumento dos estoques nas fábricas e revendas. “A retração dessa atividade é fruto, também, da restrição do crédito e da crise argentina. Como consequência, as grandes montadoras vêm adotando medidas de corte de produção, suspensão temporária de contratos de trabalho, férias coletivas e programas de demissão voluntária (PDV)”, alerta o economista do Ipardes.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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