Estresse no trabalho faz com que custos nas empresas atinjam números alarmantes

O custo do estresse no trabalho vem atingindo números alarmantes. Nos Estados Unidos os gastos chegam a US$ 300 bilhões por ano, ou o equivalente a 10% do PIB. No Brasil, as empresas gastam US$ 80 bilhões anualmente ou R$ 192 bilhões com tratamentos, internamentos e consultas de funcionários afetados pelo estresse profissional e outras doenças relacionadas ao trabalho. Estes números fazem parte de uma pesquisa da Associação Internacional de Gestão de Estresse.
Eu conversei com o diretor da Proposito, André Caldeira, e ele me explicou que além dos gastos médicos, os aumentos nos custos das empresas ocorrem em função da baixa produtividade dos funcionários, do absenteísmo, do turnover e até mesmo do burnout. Para André Caldeira, a situação é preocupante e a tendência é de que se agrave ainda mais. As razões para este crescimento é porque as pessoas estão trabalhando cada vez mais. O mercado de trabalho está cada vez mais competitivo, a busca por mais eficiência é crescente e a economia tem mostrado um desempenho muito fraco. A busca por melhores resultados e a exigência cada vez maior em relação aos colaboradores acabam por se transformar numa panela de pressão corporativa.
Outro motivo apontado pelo diretor da Proposito é que com os smartphones, os trabalhadores levam para casa as caixas de e-mails e não conseguem se desligar do trabalho. Só para se ter uma ideia, o Brasil é um dos campeões do mundo no consumo de Rivotril por executivos. E como todos sabem, a falta de sono atrapalha na produtividade. Com isso, empresas e funcionários são prejudicados. André caldeira também chama a atenção para os custos gerados pelas ações trabalhistas provocadas por gestores estressados.
A consultora Betania Tanure fez uma pesquisa com CEOs das 500 maiores empresas brasileiras e concluiu que 76% deles são infelizes em função do trabalho exagerado e que tem prejudicado a vida pessoal.
Para André Caldeira, a situação é desafiadora, mas felizmente boa parte das empresas já está acordando e não só está fazendo um trabalho de correção, como também de prevenção.








