Preço da cesta básica diminui em 11 capitais. Em Curitiba, queda foi de 0,73%

cesta básicaA cesta básica composta de 13 produtos, apresentou queda de 0,73% em setembro, em Curitiba. De janeiro a setembro foi constada uma baixa de 0,08%, mas no acumulado em 12 meses houve uma alta de 6,32%. De acordo com cálculos do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), o custo da cesta básica para uma família curitibana (1 casal e  2 crianças), foi  de  R$ 903,24,  sendo necessário 1,25 salários mínimos somente para satisfazer as necessidades do trabalhador e sua família com alimentação no mês de setembro.

Em setembro, os preços do conjunto de bens alimentícios essenciais diminuíram em 11 das 18 cidades onde o Dieese realiza mensalmente a Pesquisa da Cesta Básica de Alimentos. As maiores quedas foram registradas em Recife (-1,99%), São Paulo (-1,39%), Natal (-1,18%), Campo Grande (-1,13%) e Salvador (-1,02%). As altas foram apuradas em Goiânia (1,36%), Aracaju (1,15%), Brasília (1,10%), Porto Alegre (0,62%), Manaus (0,26%) e Florianópolis (0,04%). Em Belo Horizonte, o valor da cesta quase não variou (0,01%).

Florianópolis foi a cidade onde se apurou o maior valor para a cesta básica (R$ 340,76). A segunda maior cesta foi observada em São Paulo (R$ 333,12), seguida por Vitória (R$ 328,33). Os menores valores médios da cesta foram verificados em Aracaju (R$ 233,18), Salvador (R$ 263,63) e Natal (R$ 267,39).

Com base no custo apurado para a cesta mais cara, a de Florianópolis, e levando em consideração a determinação constitucional que estabelece que o salário mínimo deve ser suficiente para suprir as despesas de um trabalhador e sua família com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência, o Dieese estima mensalmente o valor do salário mínimo necessário. Em setembro deste ano, o salário mínimo necessário deveria ser de R$ 2.862,73, ou seja, 3,95 vezes o mínimo em vigor, de R$ 724,00. Em agosto, o mínimo necessário era de R$ 2.861,55, as mesmas 3,95 vezes o piso vigente. Em setembro de 2013, era menor e correspondia a R$ 2.621,70, ou 3,87 vezes o mínimo da época (R$ 678,00).

carneEm setembro, carne, leite, arroz e pão francês foram os produtos que tiveram maior frequência de aumento nas capitais pesquisadas. Já o óleo de soja, tomate, feijão e a batata (pesquisada nas Regiões Centro-Sul) mostraram redução na maior parte das localidades. A carne bovina, em pleno período de entressafra, apresentou aumento de preço em todas as regiões pesquisadas. As maiores elevações foram registradas em Goiânia (6,58%), Belo Horizonte (5,95%) e Florianópolis (5,29%). As menores elevações aconteceram em Salvador (0,35%) e Manaus (0,65%). Em 12 meses, todas as cidades também acumularam altas que variaram entre 33,48% (Florianópolis) e 2,79% (Manaus).

O preço do leite subiu em 13 cidades, com destaque para Brasília (11,31%), Natal (6,67%), Campo Grande (3,72%) e Goiânia (2,89%). Houve estabilidade em quatro localidades – Porto Alegre, Manaus, Salvador e Aracaju – e redução em Recife (-3,76%). Em 12 meses, o produto acumulou alta em 12 cidades. Os aumentos variaram entre 22,82%, em Florianópolis e 0,33%, em São Paulo. As maiores quedas foram registradas em Recife (-9,71%) e Porto Alegre (-9,17%). Mesmo com a produção crescente, em pleno período de safra, observa-se elevação de preços no varejo, devido à maior demanda da indústria de laticínios.

O preço do arroz aumentou em 14 cidades, com variações entre 3,83% (Curitiba) e 0,34% (Natal). Houve estabilidade de preços em Belo Horizonte e diminuição em Campo Grande (-2,29%), Belém (-0,93%) e Brasília (-0,40%). Em 12 meses, apenas quatro cidades mostraram redução: Belém (-5,48%), Porto Alegre (-3,11%), Salvador (-2,87%) e Manaus (-1,69%). As maiores elevações ocorreram em Aracaju (24,23%), Curitiba (12,96%), Natal (11,26%) e Fortaleza (9,01%). A demanda pelo grão segue aquecida, uma vez que os produtores não têm interesse de negociar com as cooperativas e moinhos, pois têm expectativa de aumento do preço e, com isso, houve alta no varejo.

O pão francês ficou mais caro em 11 cidades, com destaque para as variações observadas em Natal (2,58%), Goiânia (2,27%), Manaus (1,78%) e Brasília (1,38%). As maiores quedas foram registradas em Florianópolis (-1,17%), Campo Grande (-0,91%) e Recife (-0,38%). Em 12 meses, foram registrados aumentos acumulados em todas as cidades, que variaram entre 33,51%, em Campo Grande e 0,78%, em Recife. A escassez da farinha de trigo e desvalorização do câmbio, que eleva o preço do trigo importado dos Estados Unidos e Canadá, são os fatores que explicam a alta do pão.

oleo de sojaO preço do óleo de soja diminuiu em todas as cidades, exceto no Rio de Janeiro, onde não variou. A tendência de queda se repete pelo segundo mês consecutivo. As maiores retrações foram observadas em Belo Horizonte (-6,36%), Belém (-5,73%), São Paulo (-5,34%) e João Pessoa (-3,92%). A menor taxa negativa foi a de Goiânia (-1,16%). Em 12 meses, o preço do produto ficou estável em Aracaju e aumentou em cinco cidades, com variações entre 0,31%, em João Pessoa, e 2,24%, em Natal. A cotação do derivado da soja diminuiu em 12 localidades, com destaque para Salvador (-9,12%) e Curitiba (-8,38%). O grão da soja vem perdendo valor, em virtude das boas colheitas e das expectativas de aumento da safra 2014/2015, o que tem impacto no preço do óleo no varejo.

Pelo terceiro mês consecutivo, a batata apresentou redução em todas as cidades do Centro-Sul, onde é pesquisada, com exceção de Vitória, onde aumentou 5,00%, em setembro. As reduções variaram entre -13,30%, em São Paulo e -3,30%, em Florianópolis. Em 12 meses, o produto acumula queda em todas as cidades, com destaque para os recuos registrados em Campo Grande (-58,17%) e Belo Horizonte (-49,31%). O plantio da safra das águas segue abastecendo o mercado, com elevação da oferta e redução da cotação do tubérculo.

Em setembro, o preço do tomate diminuiu em 15 das 18 cidades pesquisadas. As reduções variaram entre -21,82%, em Recife, e -3,45%, em Salvador. As altas ocorreram em Aracaju (5,29%), Porto Alegre (1,80%) e Manaus (0,93%). Em 12 meses, todas as capitais mostraram aumento, exceto Campo Grande (-40,97%). As altas mais expressivas foram observadas em Florianópolis (69,46%), Fortaleza (66,15%), Aracaju (63,43%) e Rio de Janeiro (53,66%). A  oferta do produto segue alta, tanto para o tomate de estaca quanto para o rasteiro (industrial), e com oferta elevada, o preço tende a diminuir.

Catorze cidades apresentaram redução nos preços do feijão – preto e carioquinha – no mês de setembro. O tipo preto (pesquisado nas cidades do Sul, no Rio de Janeiro, em Vitória e Brasília) registrou queda em Vitória (-2,73%), Florianópolis (-1,91%) e Brasília (-0,81%), ficou estável no Rio de Janeiro e aumentou em Porto Alegre (1,86%) e Curitiba (1,01%). Já o feijão carioquinha (pesquisado no Norte, Nordeste, em Campo Grande, Goiânia, São Paulo e Belo Horizonte) também apresentou recuos expressivos de preços em todas as cidades, com taxas que variaram entre -8,53% (Recife) e -0,26% (Manaus). Apenas em Aracaju o valor do grão se elevou (0,84%). Em 12 meses, nas capitais onde é pesquisado o feijão preto, houve elevação no valor apenas de Florianópolis (12,59%) e queda nas demais cidades, que variaram entre -14,63%, em Porto Alegre, e -4,78%, no Rio de Janeiro. Para o feijão carioquinha, nos 12 meses, houve retração em todas as localidades, com taxas oscilando entre -51,94% (Campo Grande) e -11,63% (Salvador). Altos estoques do grão abastecem o mercado interno, explicando a diminuição do preço.

 

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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