Calcular de forma correta a margem de lucro é hoje um dos maiores desafios para os empresários

lucroUm dos maiores desafios para os empreendedores, principalmente para aqueles que estão começando um negócio é saber calcular de forma correta a margem de lucro. Não existe um porcentual ideal de lucro para cada tipo de empresa, mas a assertividade em relação a este cálculo é fundamental para o próprio desenvolvimento do negócio. Por exemplo: uma margem de lucro muito baixa pode dificultar investimentos necessários, enquanto uma margem muito alta pode inviabilizar a chegada do produto ou serviço ao seu consumidor final. Aliás, há um bom tempo que as empresas estão trabalhando com margens reduzidas de lucro, diante da forte concorrência.

Em primeiro lugar, os empresários precisam entender que o lucro é, basicamente, o retorno positivo de um investimento realizado em um negócio. Por isso, para que se tenha uma margem de lucro ideal é necessário levar em conta todos os custos gerados pela empresa para que o produto ou serviço oferecido chegue ao consumidor. Estes custos podem ser divididos em duas categorias básicas, ou seja: os fixos e os variáveis, que  também são chamados de não operacionais.

Ao detalhar os custos, devem ser levados em conta os pagamentos de impostos, aluguel do imóvel e demais contas com o local de venda. Também faz parte dos custos o pagamento de salários a funcionários e colaboradores. Com todas as informações em mãos é possível planejar o quanto o empresário deseja lucrar, levando em conta as necessidades de investimento no próprio negócio.

Mas, além das necessidades do negócio, é preciso também observar o mercado e a atuação dos concorrentes. Em alguns casos é possível fazer algumas alterações internas para diminuir os custos fixos ou variáveis como forma de aumentar a margem de lucro.

E após o processo de formação de preço de venda já prevendo a margem de lucro, é necessário então calcular se a lucratividade foi alcançada. Este cálculo parte do valor do que sobra das vendas, menos o custo das mercadorias vendidas, menos as despesas variáveis e menos as despesas fixas. Segundo consultores, o desejável, é que o capital investido na empresa seja remunerado no mínimo por volta de 2% ao mês, ou seja o dobro da remuneração do CDI.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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