Micro e pequenos industriais paranaenses estão pessimistas
O nível de otimismo do industrial do Paraná das micro e pequenas empresas para 2015 é de 55,97%. Este é o menor porcentual registrado nos dois anos de realização da pesquisa Sondagem Industrial, realizada em conjunto pelo Sistema Fiep e Sebrae/PR e divulgada nesta quarta-feira (17), em Curitiba.
O presidente do Sebrae/PR, Vitor Tioqueta, afirma o micro e pequeno empresário deve encarar a crise como uma oportunidade. Ele lembrou que na crise de 2009, as micro e pequenas empresas foram s que mais empregaram. Visando a melhora da gestão dos pequenos negócios, o Sebrae/PR investiu em 2014, R$ 28 milhões, ou o dobro do registrado em 2013. Para 2015, já estão programados investimentos de R$ 35 milhões.
Entre os empecilhos apontados pelos microindustriais paranaenses para enfrentar a concorrência estão a alta carga tributária (75,3%); encargos sociais elevados (61%); custo financeiro elevado (39,27%); mão de obra não qualificada (31,98%) e elevados custos de distribuição (27,5%). As micro e pequenas indústrias também sofrem com a dificuldade de captar dinheiro. Este ano, quase 10% das microempresas não conseguiram empréstimos. Outros 49% utilizaram recursos de terceiros. Neste sentido, Vitor Tioqueta disse que a ampliação das sociedades garantidoras de crédito, a regulamentação da lei geral estadual das micro e pequenas empresas e o fortalecimento da rede de serviços tecnológicos no Paraná são pautas importantes para a melhoria do ambiente de negócios relatico aos pequenos negócios.








