Segurança online: aprendendo com as maiores ameaças de 2014

segurança on lineA AVAST!, fornecedora de soluções de segurança, representada no Brasil pela Štíty Tecnologia, divulgou um resumo das ameaças que mais se destacaram e 2014, um ano muito ativo para o cyber criminosos. Começando pelos ataques mais recentes e, depois, uma breve olhada em outros eventos importantes do ano passado que envolveram segurança. A ideia é ver o que aconteceu para aprender a se proteger e não cometer os mesmos erros de novo. Os comentários são de Lisandro Carmona, especialista em segurança da companhia.

Ao final de 2014 ocorreu o hackeamento mais publicado e destrutivo de uma grande companhia multinacional por outro país, a Coreia do Norte. O ataque à Sony Entertainment, ainda sob a investigação do FBI, resultou no roubo de 100 terabytes de dados confidenciais dos funcionários, documentos corporativos e filmes ainda não lançados. Foi um ataque à privacidade devido ao roubo de uma quantidade enorme de dados pessoais, mas também essencialmente uma chantagem: querendo silenciar algo que supostamente o governo da Coreia do Norte não teria gostava: o lançamento de A Entrevista, um filme que descreve uma tentativa de assassinato contra Kim Jong-Un.

A maioria das reclamações contra cyber crimes patrocinados por governos em 2014 foram contra hackers da Rússia e China. Independentemente se foram patrocinados por pessoas ou pelo governo, estes hackers tentaram acessar informações secretas do governo dos Estados Unidos, militares ou de grandes companhias. Recentemente, hackers chineses patrocinados pelos militares espionaram o departamento de justiça norte americano.

Além do vazamento da Sony, outras importantes empresas sofreram com o cyber crime, incluindo Home Depot, eBay, Michaels, Staples, Sally Beauty Supply e outras. Um número significativo destes vazamentos começou há meses ou anos, mas somente foram descobertos ou tornados públicos em 2014.

Quase 110 milhões de dados foram roubados da Home Depot: o maior vazamento de um atacadista americano. Entre os dados estavam 56 milhões de números de cartão de crédito e 53 milhões de endereços de e-mail.

O vazamento de dados do JPMorgan Chase impactou cerca de 80 milhões de norte-americanos, bem como 7 milhões de pequenas e médias empresas. Os cyber criminosos foram capazes entrar no sistema através do roubo da senha de um funcionário, uma cópia do vazamento da Target de 2013. Este vazamento é tido como um dos maiores em uma instituição financeira. O caso ainda está sendo investigando.

O GameOver Zeus, chamado de o pior malware já criado, infectou milhões de usuários da internet em todo o mundo e roubou milhões de dólares obtendo dados bancários de computadores infectados.

O trojan bancário Tinba utiliza uma técnica de engenharia social chamada spearfishing para atingir suas vítimas. A campanha via e-mail atingiu os clientes do Bank of America, do ING Direct e do HSBC, utilizando táticas de amedrontamento para levá-los a baixar o trojan que obtinha dados pessoais.

Hackers chineses atuaram uma e outra vez, atingindo com malware bancário os clientes dos bancos sul coreanos através de uma conexão VPN. Os clientes eram enviados a uma página muito parecida onde informavam suas senhas e informações bancárias aos cyber criminosos.

Muitos dos vazamentos que ocorreram em 2014 foram devidos a falhas de segurança nos programas, que os hackers souberam aproveitar muito bem. Os nomes que mais ouvimos foram o Adobe Flash Player/Plugin, Apple Quicktime, Oracle Java Runtime e Adobe Acrobat Reader. Os produtos de segurança Avast têm uma função chamada Software Updater que mostra uma visão geral dos seus programas desatualizados para que você possa atualizá-los e eliminar falhas na segurança.

Falhas em programas trouxeram dois nomes que causaram terror nos corações dos administradores de TI: Shellshock e Heartbleed. O Heartbleed aproveita-se de uma séria falha no protocolo OpenSSL. Ele permite que os cyber criminosos roubem as chaves de criptografia, nomes e senhas, dados bancários e outros dados privados e não deixa nenhuma pista de que foram roubados. O Shellshock acabou afetando mais da metade dos sites da internet. Hackers distribuíram malware em sites legítimos para obter dados confidenciais dos computadores infectados.

Outro nome que foi muito falado foi um grupo de malwares chamados ransomware, como, por exemplo, o CryptoLocker, e as suas variantes Cryptowall, Prison Locker, PowerLocker e Zerolocker. O mais disseminado é o Cryptolocker, que criptografa os dados de um computador e exige da vítima um resgate em dinheiro para fornecer a chave de criptografia.

Ransomware fez o seu caminho do Windows para o Android durante o ano passado, e a Avast criou o Ransomware Remover, um aplicativo para remoção do ransomware do Android que desbloqueia os arquivos criptografados gratuitamente. Fazer regularmente backup dos arquivos importantes é vital para evitar a sua perda para um ransomware.

Os usuários Mac ficaram chocados, as celebridades foram atingidas mortalmente e os fãs se deleitaram com as notícias sobre o hackeamento do iCloud que tornou públicas online numerosas fotos íntimas de famosas celebridades de Hollywood. A séria falha no serviço da nuvem iCloud foi conseguida através de métodos de força bruta contra as contas do iCloud.

A arte do engano é um método de grande sucesso para os cibercriminosos. O ponto mais fraco na segurança é o usuário final e os hackers tiram vantagem de nós o tempo todo utilizando estratégias de engenharia social.

Em um ataque de phishing ou despearphishing, hackers utilizam emails para enganar as pessoas e conseguir informações privadas, clicar nos links ou baixar malware. Um dos ataques mais famosos foi a falha na Target, na qual hackers conseguiram uma senha de rede de um vendedor terceirizado da Target, entraram na rede e comprometeram as máquinas dos pontos de venda em novembro de 2013.

As redes sociais como o Facebook oferecem um ambiente perfeito para a engenharia social. Eles podem agitar, atrair a atenção dos usuários com conteúdo chocante, encorajar as próprias pessoas a compartilhar as fraudes. Estas fraudes vêm na forma de links para falsos vídeos que mostram pesquisas e sites falsos.

No ano passado, o Laboratório de Vírus da Avast observou um aumento na atividade de malware disseminado através de exploit kits. Estes kits, geralmente à venda no mercado negro online, a deep web, permitem aos cibercriminosos desenvolver ameaças personalizadas para atacar alvos específicos. O código fonte do malware Zeus foi utilizado para desenvolver o Gameover e a rede Zeus Gameover foi utilizada para baixar e instalar o Cryptolocker

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná. Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social. Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos. Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas. Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005). Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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