Estudo prevê crescimento das vendas no primeiro trimestre de 2015
Após os crescimentos verificados em outubro e novembro de 2014, o IAV (Índice Antecedente de Vendas) identificou uma redução real de vendas em dezembro de -1,1%, na comparação com o mesmo mês do ano anterior, já descontando a inflação. Mas, a partir de janeiro de 2015 haverá retomada do ritmo de crescimento de vendas de 5,2% neste primeiro mês (em relação ao mesmo período do ano anterior), movendo-se para um patamar de crescimento real de 4,8% em fevereiro e 4,7% em março. O IAV é divulgado aproximadamente 30 dias antes da PMC (Pesquisa Mensal do Comércio), do IBGE. Além disso, o índice aponta também a expectativa dos associados do IDV para os próximos três meses.
Analisando a redução do ritmo de crescimento no mês de dezembro de 2014 pode-se constatar que o varejo de bens não-duráveis, que responde em sua maior parte pelas vendas de super e hipermercados, foodservice, drogarias e cosméticos, apresentou queda de -2,7% na comparação com o mesmo mês do ano anterior, valor abaixo da média do IAV que foi de -1,1%.
Já o setor de bens semiduráveis, que inclui vestuário, calçados, livrarias e artigos esportivos, ficou acima do IAV no mês de dezembro com o fechamento de 4% já descontada a inflação, com estimativa de crescimento para os próximos meses de 4,7% em janeiro, 1,7% em fevereiro e 4,7% em março de 2015. Para o segmento de bens duráveis os associados informaram resultado real negativo de -3% no mês de dezembro de 2014 em relação ao mesmo mês do ano anterior. Para os meses subsequentes a expectativa de crescimento é de 0,9% em janeiro, 0,3% em fevereiro e 2,3% em março de 2015.
A inflação medida pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) em dezembro de 2014 apontou variação de 0,78% no mês, valor maior que o registrado no mês anterior (0,51%). Levando-se em consideração os últimos doze meses, o índice fechou o mês de dezembro de 2014 em 6,41% acima dos 5,91% verificados em dezembro de 2013, e abaixo do limite do teto da meta de 6,50% estipulado pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) para o ano de 2014.
Em relação ao Emprego, a PME (Pesquisa Mensal de Emprego), do IBGE, apontou taxa de desocupação de novembro de 2014 em 4,8% para o conjunto das seis regiões metropolitanas. Isto representa aumento de 0,1 ponto percentual na comparação com outubro de 2014, e 0,1 ponto percentual abaixo do nível registrado em novembro de 2013. A queda se deu pela redução da PEA – População Economicamente Ativa e não pelo aumento da população ocupada.
O rendimento médio real habitual das seis regiões metropolitanas monitoradas pelo IBGE foi de R$ 2.148,50, 2,7% maior do que o registrado em novembro de 2013 (R$ 2.091,57), destacando-se: Salvador (7,5%) e Rio de Janeiro (4,3%) as regiões que tiveram os maiores aumentos de rendimento.
Os juros cobrados ao consumidor final apontaram leve queda de 0,1p.p. em novembro de 2014 contra o mês anterior, fechando em 28,0% ao ano. A leve queda deu-se devido à redução do spread bancário, passando de 19,2% em outubro de 2014 para 18,9% em novembro. A taxa de aplicação voltou a crescer em novembro e fechou em 9,1%, alcançando o mesmo patamar de maio de 2014.
O volume de recursos livres e direcionados às pessoas físicas e jurídicas apontou nova alta em relação a outubro de 2014, atingindo o montante de R$ 2,963 trilhões, alta de 1,27% em relação ao mês imediatamente anterior e 11,8% na comparação anual, alcançando 58,0% do PIB, contra 55,2% do ano anterior.
Influenciados pela evolução da carteira de crédito consignado e cartão rotativo, a carteira de crédito com recursos livres totalizou R$1.553 bilhões em novembro, ou seja, participação de 52,4% do volume total de crédito, sendo que os empréstimos a pessoas físicas somaram R$775 bilhões, acréscimos de 0,2% no mês e 4,9% em doze meses.
Para 2015, a injeção de renda com o aumento do salário mínimo e a ainda crescente massa salarial irão contribuir positivamente, além do natural dinamismo do Varejo, que com inovações consistentes nos produtos e nas prestações de serviços aos clientes, tem conseguido apresentar crescimentos reais de vendas e bem acima do PIB. A manutenção do cenário macro econômico, porém, e a nova política econômica (maior austeridade e aumento de impostos) devem gerar desafios relevantes ao varejo no ano de 2015.
As projeções dos analistas de mercado divulgadas pelo Boletim Focus no dia 16 de janeiro de 2015 estimam uma expansão de 0,12% para o PIB de 2014 e 0,38% para 2015. Quanto ao IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), as projeções são de 6,67% em 2015 e 5,70% em 2016.







