Geração Y enfrenta os desafios das mudanças constantes de emprego

André Caldeira: "É necessário se dar o devido tempo para vivenciar bem cada experiência".
Para André Caldeira, é necessário dar o devido tempo para vivenciar bem cada experiência de trabalho.

Início de ano é a época em que muitos profissionais aproveitam para repensar a carreira e tentar criar novos ciclos, planejando mudanças e buscando crescimento ou mais satisfação. Nesse cenário, destacam-se os primeiros integrantes da chamada geração Y, que estão chegando à casa dos 30 anos com currículos recheados de diferentes experiências profissionais. Muitos deles pulam de emprego em emprego em um ritmo acelerado, alguns acreditando no paradigma de que ficar na mesma empresa por algum tempo é prejudicial à carreira, pois mostra que a pessoa está estagnada ou é incompetente. Mas como tantas mudanças são vistas pelas empresas? E vale mesmo a pena navegar com tanta frequência no mercado, em vez de permanecer por mais tempo em uma mesma empresa?

Uma pesquisa da empresa de recrutamento Robert Half que ouviu 1.185 diretores de finanças em nove países mostra que profissionais com histórico de pouca permanência nas empresas são facilmente descartados de processos seletivos. É o que afirmam 95% dos CFOs brasileiros. Segundo o levantamento, 20% dos entrevistados afirmam que cinco trocas de emprego em 10 anos já é o suficiente para considerar um candidato como profissional instável.

Para André Caldeira, CEO da Proposito – empresa de executive search e gestão de talentos, fazer muitas mudanças de curto prazo pode gerar dúvidas quanto à capacidade de adaptação e clareza de objetivos profissionais. “Mudar muito pode gerar questionamentos sobre comprometimento, foco, habilidade de integração e também sobre a capacidade de completar ciclos de projetos e aprendizados”.

Luciane Testoni França, 32 anos, já passou por cinco empresas ao longo de 10 anos de carreira.  “A decisão pela troca não é algo fácil de fazer, mas vejo como necessária nos dias de hoje para quem busca uma boa colocação no mercado e reconhecimento. Sem contar que todas as mudanças pelas quais passei foram para subir níveis e assumir desafios ainda maiores”, afirma. Formada em Publicidade e Propaganda e atualmente coordenadora de trade marketing da GVT, Luciane vê como única desvantagem nas mudanças a necessidade de constantemente conquistar espaço e confiança. “Todas as mudanças me fizeram amadurecer no campo profissional. Quanto maior o desafio, maior é a motivação que tenho”.

Gostar de desafios e não ter medo de ousar são características positivas, mas é preciso ter consistência. “Em alguns casos, existem motivos coerentes pela troca de trabalho em um pequeno intervalo de tempo. Entretanto, o profissional precisa apresentar justificativas claras do motivo da saída. É necessário se dar o devido tempo para vivenciar bem cada experiência, bem como a apresentação de resultados reais para a empresa”, acredita Caldeira, enfatizando que é muito saudável buscar o desenvolvimento de carreira, mas as empresas buscam profissionais que também sejam comprometidos em ajudá-las em seus desafios de negócios.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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