Síndico profissional ganha cada vez mais espaço e vira opção de carreira

A figura do aposentado ou da dona de casa que assume a responsabilidade de síndico do edifício onde mora, vem perdendo espaço para os gestores profissionais. O chamado síndico profissional ou terceirizado, já não é mais objeto de luxo apenas de grandes condomínios ou condomínios luxuosos, e virou opção de carreira.
Diante da complexidade de leis e obrigações trabalhistas, até os prédios menores estão recorrendo ao síndico profissional. E devido a grande demanda do mercado e a boa remuneração oferecida, o cargo vem despertando a atenção de muitos profissionais com curso superior, principalmente com formação em Direito, Administração e Contabilidade. Só para se ter uma ideia, existem atualmente diversos cursos exclusivos para a formação em síndico profissional.
No Paraná, a figura do síndico profissional surgiu há cinco anos, segundo informações que obtive no Secovi. Eu conversei com o vice-presidente de Condomínios do Secovi/PR, Dirceu Jarenco, e ele me disse que dos 10 mil condomínios existentes na Grande Curitiba, 90% são administrados por moradores, 8% por administradoras e apenas 2% por síndicos profissionais. Nas grandes capitais brasileiras o porcentual de síndicos profissionais é bem maior.
Quanto à remuneração do síndico profissional, ela varia de acordo com o porte do prédio e das obrigações estabelecidas no contrato, normalmente com prazo de dois anos. Agora, os valores são bem atraentes. Podem girar de R$ 1.500 até R$ 15 mil.
Mas, se o salário é bom, as responsabilidades são ainda maiores. A administração de um condomínio, hoje, é semelhante à de uma empresa, já que principalmente os novos empreendimentos oferecem infraestrutura complexa, como em verdadeiros clubes. Até mesmo os condomínios de classe C possuem grandes áreas de lazer, e difícil gestão.
Ao síndico, cabe a prática de todos os atos previstos no artigo 1.348 Código Civil, dentre os quais o de representar ativa e passivamente o condomínio, ordenar a realização de obras e serviços, convocar a assembleia geral, mediar os problemas entre condôminos, fiscalizar e supervisionar o trabalho do zelador e as funções administrativas delegadas à administradora.
Daphnis Citti de Lauro, sócio da Citti Assessoria Imobiliária, detalha um problema muito comum em condomínios: insistentes pedidos com interesses pessoais dos moradores. “O síndico não é empregado dos condôminos. Ele trabalha para a massa condominial. Caso contrário, não poderia propor, por exemplo, ação de cobrança de taxas contra os condôminos”, explica.
Também não é raro ocorrer que um condômino exija a presença do síndico terceirizado a qualquer hora, no prédio, sob o argumento de que ele é pago e tem a obrigação de ir. “Por isso é fundamental que exista um contrato entre as partes, muito bem elaborado, com cláusulas bem elucidativas sobre direitos e deveres”, finaliza Daphnis de Lauro.









Boa tarde,
Uma Empresa com cnpj, pode oferecer os serviços de Síndico Profissional? Somos uma Empresa Contábil e estamos incluindo estes serviços, como deveríamos fazer para prestar estes serviços a vários condomínios? Temos que contratar pessoas para atender uma futura demanda? Podem indicar cursos para síndico profissional?
Abraços,
Reinaldo
HONORÁRIOS DE SÍNDICO PROFISSIONAL
Prezados, muito se fala a respeito dos honorários de um Síndico Profissional, mas em nenhum momento foi apresentado uma metodologia para se definir, nem mesmo comparativo de funções similares e Mercado, mas aqui vai a minha dica.
Um síndico profissional é um Consultor, equiparado a um Manager Facilities em uma organização.
Como sabemos, um síndico profissional terá a responsabilidade de gerir atividades diversificadas em uma empresa (condomínio) com muito sócios (condôminos), e deverá ter “Know-How”, que é a soma total de quaisquer habilidades, conhecimentos e experiências requeridas pela função, de maneira a propiciar um desempenho satisfatório, independente da forma como foram obtidas.
Além do Know-How a função necessita avaliar o “Processo Mental” que é a intensidade e a complexidade – em termos qualitativos – do processo analítico (de iniciativa própria) requeridas , e identificar e definir problemas, elaborar conclusões e expressá-las. “Você raciocina com aquilo que você sabe”. A matéria-prima de qualquer raciocínio é o conhecimento dos fatos, princípios e meios; as idéias são formadas a partir de conhecimento já existente.
Não se pode esquecer da Responsabilidade por Resultado (ACCOUNTABILITY), que é a mensuração dos efeitos e da parcela monetária atribuídos a função nos resultados finais do condomínio, considerando rateio (faturamento), inadimplencia (riscos), folha de pagamento, contratos, prestadores de serviços e fornecedores.
O que vai determinar o valor dos honorários de um síndico profissional (PJ), e não do salário de um funcionário (CLT), é um conjunto de informações obtidas no processo de diagnostico da magnitude do condomínio, atrelado a capacitação do profissional.
Cada profissional em decorrência do condomínio que pretenderá atuar, terá uma avaliação para definir o valor relativo da função (Pontos), que irá definir o valor dos honorários.
Neste processo, teremos profissionais Juniores, Plenos, Seniores e Especialistas, cabendo ao condomínio avaliar o profissional que irá contratar e que irá atendê-los no processo de obtençao de melhores resultados..
Analogia – Se um bom Zelador (CLT) com seu “salário base” em média de R$ 2.000,00, representa em termos de “salario total” aproximadamente R$ 4.000,00 para o condomínio, considerando benefícios, FGTS, Férias, 13º Salario e outros, um Síndico Profissional (PJ) para gerir todas as atividades de facilities, equipes, prestadores de serviços, contratos, entre outros em um condomínio deverá ter seus honorário de no mínimo R$ 8.000,00, para se igualar ao Zelador, uma vez que ele terá que pagar impostos, não terá benefícios, férias, 13² salários, FGTS, VR, VT, entre outros.
Ou seja, para melhor entendimento: Enquanto o salário base de um zelador CLT se soma variáveis, nos honorários de um síndico profissional (PJ) se subtrai os variaveis, para gerar um valor liquido.
Além de tudo, não se pode esquecer dos desafios, riscos, gestão de equipes, negociações, prospecções e principalmente a grande habilidade de relacionamento interpessoal para administrar conflitos.
Ai vai a dica de honorários: No mínimo R$ 8.000,00, ou 10% do rateio total de um condomínio.
At.:
1 – Os honorários não irão depender apenas do porte, perfil e número de horas investidas por semana no condomínio, mas irão depender principalmente no perfil do profissional, ou seja, formação, especialização, conhecimentos, habilidades, atitudes, maturidade, experiência, comportamento, entendimento do negócio, visão sistêmica, entre outros…
2 – Quanto a formação do síndico profissional ser em direito, engano uma vez que terá total suporte jurídico da administradora sempre que necessário.
Ocimar Lucato
Consultor e Síndico Profissional
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onde eu posso achar vaga pra trabalhar como síndico em são paulo pôs tou fazendo o curso