A importância da ética nas empresas familiares

Eduardo Valério
Eduardo Valério: as empresas familiares valorizam mais o ser humano.

A ética é, sem dúvida alguma, um dos temas mais discutido ultimamente. São tantas empresas particulares denunciadas por corrupção com órgãos e empresas governamentais, em todos os níveis, que o assunto merece uma revisão. Nas empresas familiares, a ética é praticamente a base de tudo, já que ela parte dos próprios fundadores até que se oficialize em todos os níveis da corporação. Eduardo Valério,  diretor-presidente da JValério, empresa associada à Fundação Dom Cabral, explica que a ética, na maioria das vezes, vem pelo exemplo. “O ‘tom’ das boas práticas é dado pelo proprietário da empresa. De nada adianta uma empresa desenvolver o seu código de ética e princípios se a prática dos seus acionistas é diferente e, muitas vezes, até antagônica ao que é preconizado pelo código”

E dentre todas as características éticas dos fundadores das empresas familiares que são adotadas pelas empresas em seus códigos de ética, os que mais chamam a atenção são aqueles com valores humanizados. “Os itens de maior preocupação são aqueles relacionados com a valorização das pessoas. Normalmente, as empresas familiares valorizam mais o ‘ser humano’, dão mais atenção aos aspectos familiares” aponta Eduardo Valério.

Outro detalhe apontado pelo especialista é a dimensão da confiança e o comprometimento. “Muitas vezes notamos que as empresas familiares optam pela confiança em detrimento da competência. Destaco também o comprometimento, outro princípio bastante valorizado e preconizado pelas empresas familiares” enumera Eduardo Valério.

A ética nas empresas familiares interage diretamente com as relações envolvendo sócios e herdeiros, por isso é  muito complicado lidar com egos neste momento sem interferir diretamente nas relações entre familiares.

“É bastante difícil, principalmente quando há sobreposição de papéis ou mistura do papel de acionista – que detém o controle – e o papel da gestão. As competências e processos decisórios nestes dois casos são completamente diferentes e devem ser tratados de maneira independente, sob pena de gerar grandes conflitos de interesse” explica Eduardo Valério.

Não há um segredo para manter o código de ética sempre ativo nas empresas, mesmo após um longo tempo de implementação. “É preciso que o código de ética da empresa seja um elemento vivo da governança. Para isso, é necessário que ele seja concebido de maneira a ser exercitado todos os dias ao longo da existência da empresa. Ele deve refletir a personalidade dos proprietários, seus valores e convicções alinhado aos princípios e objetivos da empresa” conclui Eduardo Valério.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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