Boi gordo continua batendo recorde de preço

O boi gordo continuou batendo recordes de preço em março, fechando com a média do mês muito próxima de máxima histórica mensal, segundo indicador divulgado pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) da Esalq/Universidade de São Paulo (USP). Em março, a média do preço do boi foi de R$ 145,35, praticamente o mesmo valor de recorde mensal registrado em novembro de 2014 (R$ 145,37). As médias de preço do bezerro em março para Mato Grosso do Sul e São Paulo também foram as maiores da série histórica dos indicadores do Cepea (R$ 1.361,94 e R$ 1.301,86, respectivamente).
O cenário de escassez de boi gordo que leva a altas recordes nos preços não deverá mudar no curto prazo, segundo especialistas do setor, e 2015 tende a ser um ano de rearranjo entre frigoríficos que enfrentam dificuldades para manter seus negócios rentáveis diante das baixas margens atuais.
Na semana anterior, a margem da indústria frigorífica tinha ficado em 8,4%. As margens baixas refletem um cenário de oferta restrita de boi ao mesmo tempo em que a elevação do preço da carne para o consumidor final está limitada, em momento de alta da inflação geral que segura os gastos da população com carnes mais caras.
“As programações de abate estão reduzidas devido à oferta restrita de animais e à dificuldade de venda nas últimas semanas. As escalas curtas e os abates em menor volume vêm colaborando para regular os estoques das indústrias”, informa a engenheira-agrônoma e analista de mercado da Scot Consultoria, Maisa Madolo Vicentin.








