Produção industrial tem nova queda

A produção industrial voltou a cair em fevereiro após leve recuperação em janeiro, segundo dados divulgados nesta quarta-feira (1º) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A queda é de 0,9%, ante alta de 0,3%, dado revisado, depois de interromper duas altas seguidas. O dado de dezembro ante novembro também foi revisto, de uma queda de 3,2% para recuo de 1,6%, enquanto o de novembro ante outubro passou de um recuo de 1,1% para queda de 1,2%, e o de outubro ante setembro saiu de um alta de 0,2% para avanço de 0,1%.
Com a revisão, o resultado do fechamento de 2014 passou de queda de 3,3% para recuo de 3,2%. Segundo André Macedo, gerente da Coordenação de Indústria do IBGE, a forte revisão é resultado do processo de ajuste sazonal após a entrada da nova informação na série histórica. Houve influência da realização do carnaval em fevereiro deste ano, enquanto a data foi celebrada em 2014 no mês de março. Em relação a fevereiro de 2014, o tombo foi de 9,1%, a 12ª baixa seguida e a maior queda desde julho de 2009, quando recuou 10%. No ano, a produção da indústria acumulou queda 7,1%. Em 12 meses, o resultado foi de baixa de 4,5%.
As principais influências negativas vieram de veículos automotores, reflexo do declínio nas vendas, paralisações de fábricas, avanço dos estoques e cortes de empregos nas montadoras. Na comparação com fevereiro do ano passado, houve queda de cerca de 30% na produção de veículos. Nesta terça-feira (31), a Ford demitiu 137 funcionários da fábrica de Taubaté (SP), segundo o Sindicato dos Metalúrgicos de Taubaté. A fábrica tem cerca de 1,7 mil trabalhadores, sendo 1,5 mil empregados na produção. Em Minas, desde janeiro, mais de 2 mil trabalhadores da área da autopeças, oficina mecânica e concessionárias já perderam o emprego.
Para especialistas, a expectativa é de um ano perdido para a indústria, com previsão de retomada de crescimento apenas em 2016. O setor encerrou o ano de 2014 com queda acumulada de 3,2%, pior resultado desde 2009, quando a retração foi de 7,1%.







