Preços da indústria acumulam queda de 4,53% em 2025

Preços da indústria acumulam queda de 4,53% em 2025

Em dezembro, alta foi de 0,12% influenciada pela indústria extrativa e metalurgia

Os preços da indústria variaram 0,12% frente a novembro de 2025 (-0,35%) influenciados pelas indústrias extrativas e metalurgia. O valor da taxa acumulada ao final de 2025, de -4,53%,ao foi menor que o registrado no mesmo período de 2024 em mais de 14 pontos percentuais, dinâmica seguida por sete das 24 atividades industriais investigadas pela pesquisa.

As informações são do Índice de Preços ao Produtor (IPP) das Indústrias Extrativas e de Transformação, divulgadas nesta quarta-feira (11) pelo IBGE. A pesquisa mede os preços de produtos “na porta de fábrica”, sem impostos e fretes, e abrange as grandes categorias econômicas.

As quatro variações mais intensas foram: indústrias extrativas (3,13%); metalurgia (2,24%); máquinas, aparelhos e materiais elétricos (1,87%); e outros equipamentos de transporte (1,74%). 

Alimentos foi o setor industrial de maior destaque na composição do resultado agregado, na comparação entre os preços de dezembro e os de novembro. A atividade foi responsável por -0,19 ponto percentual (p.p.) de influência na variação de 0,12% da indústria geral. Ainda neste quesito, outras atividades que também sobressaíram foram metalurgia, com 0,15 p.p. de influência, indústrias extrativas (0,13 p.p.) e outros produtos químicos (-0,09 p.p.).

Com as variações de preço de dezembro, o indicador acumulado no ano, que compara os preços do mês de referência aos de dezembro de 2024, atingiu -4,53%.

Influência do dólar

De acordo com Murilo Alvim, gerente do IPP, o resultado foi influenciado parcialmente pela alta do dólar frente ao real de 2,1%. “Tal resultado não ocorreu de forma disseminada nos setores. Das 24 atividades pesquisadas, metade teve aumento e outra, queda. O setor com a maior influência positiva no resultado foi o de metalurgia, impulsionado principalmente pelos maiores preços dos metais não ferrosos, em especial o ouro e o cobre, que acompanharam a valorização dessas commodities no mercado internacional, reforçada ainda pela alta do dólar no mês”.

Entre as atividades que, em dezembro de 2025, tiveram as maiores variações no acumulado no ano, sobressaíram: impressão (16,63%), indústrias extrativas (-14,39%), alimentos (-10,47%) e madeira (-9,85%). Enquanto as principais influências foram registradas em alimentos: -2,70 p.p., indústrias extrativas: -0,69 p.p., refino de petróleo e biocombustíveis: -0,56 p.p. e metalurgia: -0,56 p.p.

“O resultado negativo do indicador geral no acumulado no ano foi influenciado, principalmente,  pelo setor de alimentos, com destaque para os menores preços dos açúcares no período, acompanhando o recuo dos preços no mercado internacional, pelo setor extrativo, como consequência dos menores preços dos óleos brutos de petróleo, refletindo um aumento na produção global e estoques elevados durante boa parte do ano, e dos minérios de ferro, também acompanhando um aumento da oferta global, enquanto a demanda mundial ficou moderada, e pelo setor de refino de controle e biocombustíveis, acompanhando a redução dos derivados do petróleo, como óleo diesel e gasolina”, completou o gerente.

Entre as grandes Categorias Econômicas, o resultado de dezembro frente a novembro repercutiu assim: 0,53%, em bens de capital; 0,34% em bens intermediários; e -0,25% em bens de consumo – sendo que bens de consumo duráveis acumulou variação de -0,01%, enquanto bens de consumo semiduráveis e não duráveis, -0,30%.

O acumulado no ano, no último mês de 2025, registrou as seguintes variações dentre as Grandes Categorias Econômicas: 0,78%, em bens de capital; -7,27% em bens intermediários; e -1,53% em bens de consumo – sendo que bens de consumo duráveis acumulou variação de 3,09%, enquanto bens de consumo semiduráveis e não duráveis, -2,40%.

Comparada a valores de 2024, a variação de preços da indústria geral em 2025 reverteu o sinal da variação acumulada naquele ano até o mês de dezembro: -4,53% contra 9,28% – movimento seguido por bens intermediários e por bens de consumo, que haviam acumulado variações de 8,31% e 11,19%, respectivamente, em dezembro de 2024. Enquanto a variação de preços de bens de capital apresentou o mesmo sinal e variação inferior à observada naquele mês (7,20%). Aos níveis desagregados dos bens de consumo, bens de consumo duráveis apresentou o mesmo sinal e variação inferior à observada no ano anterior, que havia sido de 3,63%, e bens de consumo semiduráveis reverteu o sinal da variação observada naquele período (12,74%).

 

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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