Setor de proteína animal está otimista e aposta em novos investimentos

Rubens Zago
Rubens Zago

Enquanto vários setores da economia passam por um período de retração dos negócios em função da crise econômica, o segmento de proteína animal está otimista e vem faturando alto no mercado interno e, principalmente, no mercado internacional, favorecido pela alta do dólar. Eu conversei com o presidente da Tecno Food Brazil, o empresário Rubens Zago, e ele me disse que o setor de proteína animal não sentiu qualquer reflexo da Operação Lava Jato, ao contrário de muitos segmentos industriais, e continua investindo em novas fábricas do agronegócio.

Como exemplo, citou o investimento de R$ 750 milhões da Frimesa, no Oeste do Paraná, para instalação de um novo frigorífico de suínos, com capacidade de abate de 7 mil cabeças por dia até 2022 e mais 7 mil até 2030, com a geração de 3.500 postos de trabalho na primeira fase.  Já a indústria Deli Foods  anunciou um novo frigorífico no Rio Grande do Sul, com capacidade inicial de abate de 2 mil suínos/dia.

Segundo o presidente da Tecno Food, que é uma das empresas promotoras da Feira Internacional de Produção e Processamento de Proteína Animal, realizada na semana passada em Curitiba, o consumo de carne suína vem crescendo de tal forma no Brasil, que se houver um aumento de dois quilos/ano por habitante, faltará carne. Por isso, a necessidade de novos investimentos, não só em novas indústrias, mas também em modernização e produtividade.

Só para se ter uma ideia,  o consumo de carne suína nos países desenvolvidos chega a 80 quilos per capita/ano. No Brasil, o consumo per capita/ano  é de 14 quilos. Porém, segundo Rubens Zago, se chegasse hoje a 16 quilos/ ano por pessoa, as indústrias não teriam como atender a essa demanda.

O empresário Rubens Zago me disse também que o setor avícola também passa por uma excelente fase e as nossas indústrias estão cada vez mais agregando valor ao produto. Hoje,  o consumo de carne de frango no Brasil é de 35 quilos ano por habitante e na avaliação do presidente da Tecno Food o setor não tem mais o que crescer, mas sim aperfeiçoar cada vez mais o processo de industrialização.
Por último, o Brasil é um dos maiores produtores de gado do mundo. E o consumo é de 45 quilos de carne bovina por ano. Também neste setor, em termos de tecnologia, temos muitos ainda para evoluir, em especial, com relação à automação e modernização do parque fabril.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná. Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social. Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos. Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas. Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005). Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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