Uso da internet continua crescendo e requer mais investimentos
O uso da internet continua crescendo não só no Brasil, mas em todo o mundo, mudando as relações comerciais e pessoais. Só para se ter uma ideia, 80% das chamadas de taxi realizadas hoje chegam por aplicativos. Nos últimos cinco anos, o tráfego de internet foi multiplicado em 13 vezes e a previsão é que em 2017, dois terços do tráfego móvel serão em vídeo.
As informações são do diretor de Engenharia da TIM Brasil, Marco Di Constanzo, que veio a Curitiba para o congresso SmartCity Business, onde os participantes estão discutindo os diferentes problemas das cidades e compartilhando diferentes visões.
Segundo Constanzo, até 2020, 90% dos telefones serão smartphones. E novos serviços requerem mais velocidade e melhor tempo de resposta. Todas essas mudanças têm obrigado as operadoras a fazerem pesados investimentos. No caso específico da TIM, o investimento na banda larga móvel já representa 90% do total. Para o período de 2015 e 2017 a TIM já programou investimentos de R$ 14 bilhões.
Falando a um grupo de jornalistas, o diretor da TIM reconhece que faltam Estações Rádio Base no Brasil para atender a demanda de dados móveis. Segundo ele, hoje, uma antena no país atende, em média, 5 mil clientes. Nos Estados Unidos e na Itália, essa média cai para mil usuários. Portanto, com menos antenas não há qualidade de serviço. Ainda com relação ao uso de antenas no país, Di Constanzo, lembra que no Rio de Janeiro, um site 3G é compartilhado, em média, por 10 mil assinantes. Em Roma, esse número cai para 4 mil.
Dados da TIM revelam ainda que, no Brasil, o tempo médio para a instalação de uma ERB está em 304 dias, enquanto que na Alemanha cai para apenas 30 dias.
Outro dado curioso é que em 2016, as receitas da banda larga móvel vão superar a da banda larga fixa. E para finalizar, o Brasil está bem posicionado em número de clientes e receita com internet. No ranking geral, somos o quarto colocado, atrás apenas da China, Índia e Estados Unidos.








