Empresários paranaenses discutem alternativas para enfrentar o difícil cenário do segundo semestre do ano

O primeiro semestre do ano termina na próxima terça-feira, mas empresários e executivos paranaenses ligados às médias e grandes companhias, preocupados com os rumos da economia, estarão reunidos a partir das 11h30 desta manhã, na sede da Federação das Indústrias, em Curitiba, para discutir estratégias e caminhos para um cenário econômico e financeiro, que não se mostra nada favorável não só para os próximos seis meses, como também para 2016.
Eu conversei com o diretor do World Trade Center para a Região Sul, que é a maior rede mundial de empresários e altos executivos do mundo, Diego Pettinazzi, e ele me disse que na visão dos grandes empresários a economia brasileira só deve voltar a crescer a partir de 2017. Neste sentido, o executivo cita as projeções feitas no último Boletim Focus do Banco Central, que preveem um encolhimento da economia na casa de 1,45%, inflação próxima dos 9% ao ano e a taxa básica de juros acima de 14%.
Na avaliação de Diego Pettinazzi, não há uma fórmula mágica para mudar a situação atual, mas as empresas devem encontrar alguns caminhos para melhorar este quadro. Eu perguntei ao executivo que caminhos poderiam ser tomados daqui para frente e ele aponta que entre as alternativas estão a diversificação de mercados e, principalmente, no caso de empresas regionais, agregar mais valor aos seus produtos. Para as empresas que estão preparadas para exportar, o diretor do World Trade Center aponta que os mercados da América Latina, em especial, países como a Colômbia, Peru e Chile apresentam melhor situação que o Brasil.
Daqui para frente o corte das despesas será inevitável. As empresas que não estão conseguindo atingir as metas de faturamento, obrigatoriamente cortarão despesas, que resultarão na demissão de funcionários. Em maio, o índice de desemprego no Brasil ficou em 6,7%, que foi o maior porcentual em cinco anos, e economistas já estão projetando que esta taxa possa chegar a 10% até o final do ano.
Mas, segundo Diego Pettinazzi, existem empresas que se destacam mesmo diante de um cenário de crise. São empresas que investiram no passado em inovação, tecnologia e qualificação de pessoas.
Participam do debate do WTC Curitiba, o diretor presidente da Nutrimental, João Guilherme Brenner; o diretor financeiro (CFO) da Renault, Jorge Luis Leverone, e o diretor de relações institucionais e governamentais da Serasa Experian, Paulo Melo. Os três irão discutir, juntamente com empresários associados ao WTC Curitiba, os ambientes e projeções nos âmbitos de investimentos, economia e finanças, além da conjuntura macroeconômica, seus ajustes e reflexos no câmbio.








