Para enfrentar crise, Abimaq adota medidas de caráter emergencial

Diante do cenário de dificuldades enfrentado pelo setor fabricante de máquinas e equipamentos, que sofre avançado processo de desindustrialização devido à perda de competitividade resultante de fatores ligados à política econômica brasileira e à crise atual, a Abimaq (Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos) e o Sindimaq (Sindicato Nacional da Indústria de Máquinas) realizaram reunião das Diretorias Plenárias no dia 11 de junho, na sede da associação, para discutir medidas, em caráter emergencial, para administrar a crise econômica. Durante a reunião, deliberou-se, também, pela criação de um Comitê de Gestão da Crise, que deverá se reunir nos próximos dias para detalhar todas as sugestões de ações que foram propostas durante a reunião Plenária.
Devido à falta de demanda e visando à redução de custos nas indústrias de máquinas e equipamentos, foram apresentadas e detalhadas aos associados alternativas de medidas legais a serem adotadas pelos empresários, entre elas: férias coletivas, banco de horas, redução de jornada com redução de salário e suspensão temporária do contrato de trabalho (layoff).
“Estamos à beira da destruição, não apenas da desindustrialização. Acho que poucos associados chegarão ao fim do ano de forma saudável. No curto prazo, a única saída para o setor é exportar, mas isso não acontece do dia para a noite. Então, como estamos no limite, teremos que tomar medidas previstas na legislação trabalhista. Infelizmente, situações extremas demandam medidas extremas, e se o governo não tomar as ações necessárias para revigorar nossa indústria, as demissões de funcionários vão continuar. Desde maio de 2013, já demitimos mais de 40.000 trabalhadores diretos”, ressaltou Carlos Pastoriza, presidente da associação.
Segundo Pastoriza, fatores como câmbio apreciado, juros elevados, cumulatividade de impostos e elevada carga tributária impedem que a indústria de transformação nacional consiga reagir. “Estamos deixando de produzir riqueza e renda no país”, afirma. Além disso, grande parte das empresas do setor que atuam no segmento de óleo e gás está sofrendo com o problema de inadimplência devido à crise causada neste setor pela Operação Lava Jato.
Os associados estão sendo orientados pela Abimaq quanto ao alcance e às implicações de cada medida prevista na legislação trabalhista apresentada durante a reunião, além do detalhamento das condições em que devem ser estabelecidas, para que as melhores alternativas possíveis possam ser adotadas, tanto para os empresários como para os empregados.







