Reciclagem reduz custos de produção e gera receitas adicionais para as indústrias

O reaproveitamento e a reciclagem pela indústria, que transformam resíduos em matéria prima ou em novos produtos têm reduzido os custos de  produção, gerando receitas para as empresas e acabam  potencializando  investimentos em ações de sustentabilidade. Mais que cumprir as determinações da legislação, que exige contrapartidas sociais e ambientais das organizações, esses investimentos estão se tornando parte da alma do negócio.

Eu conversei com alguns consultores de empresas e eles me disseram que o investimento em sustentabilidade deve ser visto  como outro qualquer,  mas precisa ter uma perspectiva de retorno. A boa notícia é que esses processos geram um retorno considerável para as empresas. A Associação Internacional de Seguridade Social (ISSA), aponta um percentual de retorno calculado em nada menos do que 220% para investimentos em sustentabilidade e segurança do trabalho.

Um bom exemplo está na cadeia da siderurgia e mineração, onde cada tonelada de aço produzida, gera cerca de 600 quilos de resíduos ou coprodutos. Em um processo intenso de reciclagem e reaproveitamento, a maior fabricante de aço do mundo, que é a ArcelorMittal, investe alguns milhões de reais por ano em pesquisas para aprimorar seus processos de produção. Em todas as suas plantas, são reciclados 95% do coproduto gerado na fabricação do aço. Com isso, a empresa deixa de comprar e passa a usar o coproduto. No ano passado, a ArcelorMittal reaproveitou mais de 3 milhões de toneladas de resíduos industriais, dando novos usos às escórias, gases e outros coprodutos derivados do processo de produção do aço. Com isso ela conseguiu gerar uma receita extra de R$ 180 milhões.

O  papel é um dos produtos mais reciclados. Cada 50 quilos de papel usado se for transformado em papel novo, evitará que uma árvore seja cortada. Cada 50 quilos de alumínio usado e reciclado, evita que sejam extraídos do solo cerca de 5.000 quilos de minério, a bauxita. Já com um quilo de vidro quebrado, se produz exatamente um quilo de vidro novo. E a grande vantagem do vidro é que ele pode ser reciclado infinitas vezes.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *