Produção de carnes no Brasil deve aumentar 30,7% até 2015

A carne bovina deverá apresentar a menor taxa de crescimento, de 2,1% ao ano.
A carne bovina deverá registrar a menor taxa de crescimento, de 2,1% ao ano.

A produção de carnes no Brasil deverá subir 30,7% até 2025, a 33,7 milhões de toneladas, segundo o estudo Projeções do Agronegócio – Brasil 2014/2015 a 2024/2025, elaborado pela Assessoria de Gestão Estratégica do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). “As projeções de carnes para o Brasil mostram que este setor deve apresentar intenso crescimento nos próximos anos e a expectativa é que a produção de carne no Brasil continue seu rápido crescimento na próxima década”, informou o estudo, que também menciona dados da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) e Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO).

A carne de frango deve apresentar as maiores taxas de crescimento da produção no período, a 3% ao ano, chegando a 17,7 milhões de toneladas em 2025, segundo o estudo divulgado pelo Mapa neste mês de julho. Para a carne suína, a expectativa é de crescimento de 2,9% na produção ao ano, para 4,7 milhões de toneladas. A carne bovina deverá apresentar a menor taxa de crescimento, de 2,1% ao ano, a 11,3 milhões de toneladas em 2025. Segundo o estudo, esse crescimento projetado “representa um valor relativamente elevado, pois consegue atender ao consumo doméstico e às exportações.”

As vendas externas de carnes brasileiras deverão continuar fortes até 2025, com o Brasil mantendo sua posição entre os principais exportadores de proteína animal do mundo.
O estudo estima que as exportações de carnes ao final de 2025 deverão aumentar em 2,7 milhões de toneladas, volume do qual 1,7 milhão de toneladas serão de carne de frango.

As vendas externas de carne de frango deverão subir 3,6% ao ano, chegando a 5,8 milhões de toneladas em 2025. Os principais destinos para a carne de frango brasileira no período serão Arábia Saudita, União Europeia, Japão, China, Emirados Árabes Unidos, Hong Kong e Venezuela.

Para a carne bovina, o aumento anual dos embarques é estimado em 3,3% ao ano, chegando a 2,9 milhões de toneladas em 2025, sendo que os principais mercados para o produto continuarão sendo Hong Kong, Rússia, União Europeia, Venezuela e Egito.
A carne suína, com taxa anual de crescimento das vendas externas estimada em 3,7%, deve chegar a exportar 744 mil toneladas em 2025, tendo como mercados principais Rússia, Hong Kong e Cingapura.

O consumo doméstico de carne de frango deverá crescer 32,1% nos próximos dez anos, chegando a 11,9 milhões de toneladas em 2025. Considerando as projeções do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) para o crescimento da população no período, o consumo per capita de frango deverá chegar a 54,7 quilos por ano, segundo o Mapa. Já o consumo de carne suína deve crescer 30,5% até 2025, chegando a 3,9 milhões de toneladas. A demanda interna por carne bovina deverá aumentar 17,8% na próxima década, a 8,5 milhões de toneladas em 2025.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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