Setor de transporte de cargas enfrenta dificuldades

O Sindicato das Empresas de Transportes de Cargas do Paraná (Setcepar) está completando nesta sexta-feira (3), 72 anos de atividades. Mas, o setor está bastante apreensivo com o momento de crise e vem enfrentando grandes dificuldades desde o ano passado. Eu conversei com o presidente do Setcepar, o empresário Gilberto Cantu, e ele me disse que somente no primeiro semestre houve uma retração entre 20% e 30% no volume de cargas transportadas.
Além de conviver com a baixa demanda, as transportadoras estão sofrendo com o aumento dos custos, causados principalmente pela alta dos combustíveis e lubrificantes, e não estão conseguindo repassar para os preços dos fretes. Segundo cálculos do Sindicato, só este ano, os custos aumentaram 9%, sendo que o diesel representa 50% dos custos totais do transporte rodoviário.

Gilberto Cantu chama a atenção para o fato de que quando a economia encolhe, o transporte de cargas se retrai. Dos vários tipos de frete, o industrial vem sendo o mais afetado, pois à medida que a produção cai, se transporta menos mercadorias e o nível de frete diminui. Isso também vem ocorrendo com o transporte de contêineres.
Já o volume de transporte de produtos do agronegócio, vem se mantendo, porém houve um achatamento no valor do frete em função da maior oferta de caminhões.
Aliás, a frota de caminhões em todo o Brasil chega hoje a 3,2 milhões veículos, sendo que 45% deste total pertencem a caminhoneiros autônomos. Na avaliação de algumas consultorias, há um excedente de pelo menos 300 mil caminhões. Somente através do Programa Caminhoneiro, o BNDES financiou nos últimos oito anos, 70 mil caminhões. O que acontece, é que os novos caminhões entraram em circulação, mas os velhos continuam nas estradas.
O Estado conta com mais de 10 mil empresas de transporte, mas apenas 400 são associadas ao Setcepar.








