Empresários e executivos paranaenses discutem temas relacionados à governança corporativa e finanças em tempos de crise

Carlos Peres: "Todo cenário de instabilidade traz riscos, mas também gera oportunidades".
Carlos Peres: “Todo cenário de instabilidade traz riscos, mas também gera oportunidades”.

Para aprofundar temas como desafios da governança corporativa e a importância do fluxo de caixa para as empresas diante do cenário econômico atual, bem como as tendências do mercado de capitais, cerca de 250 executivos, empresários, consultores e auditores paranaenses estarão participando nesta terça-feira (25) do II Seminário de Finanças e Governança Corporativa, promovido pelo Instituto Brasileiro de Governança Corporativa e Instituto Brasileiro de Executivos de Finanças. O evento acontece na sede da Fiep, em Curitiba, das 8 às 18 horas.

Eu conversei com o sócio da auditoria e consultoria PwC Brasil e integrante do IBGC, Carlos Peres, que aliás será o moderador de um dos painéis deste seminário, e ele me disse que o ambiente empresarial hoje é muito preocupante. Segundo Peres, as empresas de uma forma geral estão em compasso de espera e adiaram todo e qualquer investimento, o que é muito ruim. Os reflexos já podem ser sentidos através do aumento do número de desempregados.

Neste sentido, Carlos Peres, que acaba de assumir a liderança da PwC no Sul do País, destaca que a adoção de boas práticas de finanças e governança corporativa vão contribuir para a gestão estratégica e o crescimento sustentável das organizações.

Eu perguntei ao consultor sobre o que recomenda às empresas, neste momento, e ele me disse que elas devem fazer uma avaliação profunda das oportunidades de mercado e avaliar os riscos. Na sua opinião, todo cenário de instabilidade traz riscos, mas também gera oportunidades. Neste caso, se aparecer uma chance de comprar uma concorrente para poder crescer, o empresário não deve vacilar. A verdade é que as empresas que não estão sendo bem administradas neste momento de crise, correm o sério risco de fechar as suas portas ou então serem vendidas. Segundo o sócio da PwC, com a alta do dólar em relação ao real, que só este ano já passa dos 30%, comprar empresas brasileiras voltou a ser um negócio atraente para o investidor estrangeiro.

No primeiro semestre, o mercado de compra e venda de empresas brasileiras esteve bastante retraído. Só para se ter uma ideia, os anúncios de fusões e aquisições, ofertas públicas de compra de ações e reestruturações societárias caíram 74% na comparação com igual período do ano passado.

Já o segundo semestre começou mais ativo. Em agosto, duas grandes negociações envolvendo duas empresas com sede em Curitiba foram anunciadas. No dia 3 de agosto o HSBC informou que vendeu sua subsidiária brasileira para o Banco Bradesco em uma operação que movimentou US$ 5,2 bilhões, o equivalente a R$ 17,6 bilhões. Já no dia 14 de agosto, a Totvs comunicou acordo para a compra da Bematech, empresa de soluções de tecnologia para o varejo e os setores de alimentação e hospitalidade por R$ 550 milhões.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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