Empresário fala dos desafios do Brasil na economia mundial
A convite da Câmara de Comércio e Indústria Brasil-Alemanha (AHK-Paraná), Marcelo Lacerda, presidente da Lanxess Brasil, empresa líder em especialidades químicas e presente em 29 países, estará em Curitiba na próxima terça-feira (1º) para discutir os desafios econômicos no cenário global. O almoço-palestra “Os desafios do Brasil na economia mundial”, promovido por meio do Grupo de Intercâmbio de Experiências em Planejamento Estratégico, é uma oportunidade para que empresários de diferentes segmentos possam buscar alternativas diante das dificuldades presentes no dia a dia corporativo, por conta da crise econômica que afeta o país, o que provoca um cenário de incerteza e o pior – sem perspectiva de recuperação em curto prazo.
Segundo o palestrante é muito difícil prever a questão referente à recuperação da economia brasileira, inclusive, as previsões de um ano atrás, feitas por vários especialistas de ótima reputação, não se concretizaram. “O fato é que, a cada ano, o nível de complexidade no mundo dos negócios tem aumentado. Por outro lado, essa pressão, de forma direta ou indireta, obriga as organizações e os profissionais a se tornarem mais eficientes, operando em um nível maior de excelência – sejam em custos, inovações, processos, novos mercados, gestão de pessoas”, expõe.
O presidente da Lanxess do Brasil também destaca que a alta do dólar é uma ameaça para a inflação. Na realidade, o preço do dólar sempre foi uma discussão polêmica desde o lançamento do Plano Real, em 1994. No caso do setor químico, onde a maioria das empresas trabalha com matérias-primas ou produtos acabados, o dólar é a base para a composição de custos e preços.
“Ou seja, podemos dizer que são preços ‘dolarizados’. De uma maneira geral, para boa parte das empresas químicas, essa discussão chega a ser indiferente. Isso porque as unidades localizadas no Brasil tendem a se beneficiar com a exportação, obviamente dentro das políticas e realidades de cada empresa”, esclarece.
Lacerda fala ainda sobre a queda de confiança dos estrangeiros, que afeta diretamente os investimentos no país. “Para organizações globais com representatividade em vários países, em diferentes continentes, isso afeta bastante. Muitas dessas empresas, em especial as que possuem capital aberto, com ações listadas na bolsa de valores, analisam aspectos políticos e econômicos no momento de decidir em qual região ou país investir, naquele ano ou no próximo”, finaliza. Mais informações e inscrições pelo e-mail [email protected] ou pelo telefone (41) 3323-5958.








