Mercado livre é uma forma inteligente para empresas programarem custo de energia elétrica

O custo da energia elétrica para a indústria reflete em toda a operação da indústria e comércio em geral. E, mais recentemente, tem sido um dos “vilões” da inflação. Ainda persiste a falta de chuvas para encher e dar vazão aos reservatórios para que o País possa respirar com um pouco mais de tranquilidade. Enquanto isso não acontece, a recessão atual faz a sua parte reduzindo o consumo de energia, mas com malefícios muitíssimos maiores que esse benefício, se é que assim podemos chamar.
Dada à sua importância, a gestão de energia ganha relevância nas empresas que buscam constante melhoria da sua competitividade. Muitas empresas já adotaram o mercado livre de energia, também conhecido como ambiente de captação livre, que permite a compra energia de diferentes players que não o seu fornecedor atual: chamado de mercado cativo. Os negócios nesse ambiente são, em geral, feitos com visão de longo prazo. “Trata-se de uma forma de ajustar o custo deste importante insumo que gera impacto direto na operação”, explica Antônio Carlos Bento, presidente da IBS-Energy, empresa especializada em soluções de gerenciamento de energia.
Para que a empresa possa operar no mercado livre, é importante ter assessoria de consultoria especializada para fazer a gestão da compra e monitoração. “Tudo é baseado em estudos para prever o consumo futuro da indústria e do comércio, o que resulta em redução de custos. O custo da energia é fator preponderante na formação dos custos. “Em algumas empresas e, em função do tipo de negócio, esse custo está no radar dos CEO´s tal a sua relevância. “, conta Bento.
A consultoria faz todo o estudo necessário para avaliar o melhor tipo de energia a ser comprado e o fornecedor mais adequado, em termos de capacidade e estabilidade de fornecimento. “É possível escolher os fornecedores, diferentemente do mercado cativo que a compra é feita apenas de uma concessionária. Há uma série de variáveis, como prazos, contratuais, preços, indexador e serviços associados à comercialização”, conta.
“Outras questões importantes que este sistema oferece são a previsão do preço pago pela energia, negociação de condições que atendem às necessidades específicas do comprador, especificidades de utilização de energia – com sazonalidade e flexibilidade – e também a possibilidade de compra e venda de volumes adicionais ou excedentes de energia elétrica”, considera Bento.








