Novos limites para o desenvolvimento portuário

Nas próximas quinta (27) e sexta-feira (28), as cidades de Antonina e Paranaguá dão mais um passo para adaptar suas poligonais portuárias. O Paraná é o único estado que ainda não atendeu a determinação do artigo 15 da Lei dos Portos para fazer esta revisão. “A redução da poligonal é fundamental para liberar novos investimentos e para aumentar a competitividade do setor portuário paranaense. Teremos alguns terminais que serão licitados pela Secretaria dos Portos após essa definição e o fato é que, com a mudança, existe a possibilidade de muitos outros investimentos privados no nosso litoral”, defende o deputado federal Ricardo Barros (PP).

Uma das preocupações que tem causado a demora na definição do novo perímetro das poligonais é causada pela preocupação dos trabalhadores com uma possível diminuição de postos de emprego – o que na prática não faz sentido. O que muda é o modelo de contratação: em um porto que está dentro da poligonal – como o de Paranaguá, administrado por uma autarquia pública – o vínculo se estabelece por meio do Órgão Gestor de Mão de Obra do Trabalhador Portuário e Avulso (OMGO); já em um porto privado, a empresa investidora contrata diretamente seus colaboradores, via CLT (Consolidação das Leis do Trabalho). “É possível aproveitar este momento de transição para criar situações conciliatórias, como, por exemplo, priorizar a contratação de trabalhadores vinculados ao OGMO. Mas estamos falando em pelo menos 2 mil novos emprego diretos”, explica o membro do Conselho de Infraestrutura da Fiep-PR, João Arthur Mohr.

O segundo argumento para tentar impedir a mudança é o de que os terminais dentro da área pública teriam custos mais elevados do que os privados justamente por serem obrigados a pagar as taxas determinadas por regulamento. “Nivelar os custos por cima é a mesma coisa que nivelar a competitividade por baixo. Não se pode fazer com que os novos portos sigam esses valores vigentes. Ao contrário: estes devem entrar no mercado com valores mais competitivos e fazer com que os portos públicos criem soluções para baixarem seus custos”, segue Mohr.

Além do Porto Pontal, em Pontal do Paraná, que teve sua autorização para instalação aprovada antes da nova Lei dos Portos, um novo traçado da poligonal do Paraná vai atrair outros investimentos para as cidades do litoral.
Só em Pontal do Paraná, calcula-se um investimento de R$ 8 bilhões com a instalação de uma empresa de exploração da camada pré-sal, uma usina termoelétrica e duas empresas de terminais privados. Apenas estes empreendimentos devem gerar mais de 5 mil empregos diretos e 20 mil indiretos, além de contribuir para o desenvolvimento econômico e social de todo o estado.

A intenção é que, até o final deste ano, a Secretaria de Portos (SEP) divulgue a nova área da poligonal do Paraná. Com o novo perímetro sugerido, amplia-se o espaço para portos privados, aumentando o potencial do paranaense de importação e exportação e a competitividade com outros mercados, além da geração milhares de empregos diretos e indiretos nos municípios litorâneos.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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