Giraffas prevê faturamento de R$ 860 milhões este ano

A crise não atingiu a rede de restaurantes Giraffas, que tem meta de faturar R$ 860 milhões em 2015 e planeja forte ampliação de seus negócios nos próximos anos, com abertura de restaurantes no Brasil e nos Estados Unidos, afirmou o diretor de Expansão da empresa, Eduardo Guerra, à CarneTec na última quarta-feira (2). A companhia, que atualmente tem 410 lojas no Brasil, pretende elevar este número para 450 até o fim de 2015.
Já nos EUA, há dez restaurantes – seis franqueadas e quatro próprias –, localizados no estado da Flórida, e a rede pretende continuar expandido por meio de franquedos e chegar a 150 lojas naquele país em 2020. Cada restaurante nos EUA tem um faturamento médio mensal de US$ 90 mil a US$ 100 mil, segundo Guerra. “Quando a gente fala de mercado consumidor e de potencial de expansão, estamos falando de EUA, que é o maior mercado de alimentação do mundo. A alimentação fora do lar faz parte da vida dos americanos”, afirmou o diretor. “Sabíamos que seria um grande desafio. Mas caso a gente acerte e consiga formatar um modelo de sucesso nos EUA, conseguiremos sair pra qualquer lugar do mundo”, disse Guerra.
O executivo revelou que a empresa mantém conversas com investidores interessados em abrir franquias do Giraffas nos EUA. Naquele país, a rede adota um modelo de restaurante fast casual, que mantém a agilidade do serviço oferecido no modelo fast food, mas com melhor qualidade de comida e atendimento, além de ambiente mais confortável. No cardápio dos restaurantes nos EUA, entre outros itens, o Giraffas oferece cortes de carne tradicionais brasileiros como picanha, por exemplo, e tem notado boa aceitação dos norte-americanos.
Guerra salientou que o consumidor nos EUA valoriza proteínas e serviço de qualidade nos restaurantes. Segundo ele, 94% dos clientes atendidos nos restaurantes da rede naquele país são norte-americanos. “Isso nos dá a segurança de que nosso produto foi aceito”, disse.
O fornecedor de carnes para o Giraffas nos EUA, inclusive da picanha, é a norte-americana Halpern’s, empresa que já tinha demanda por este corte no país, diante do aumento das redes de churrascarias brasileiras, segundo Guerra. No Brasil, Marfrig e Minerva são as fornecedoras de carne para o grupo.








