Arquitetura de varejo será impulsionada em Paranaguá com inauguração de shopping

Experiências sensoriais provocadas pela loja, como som e cheiro, ajudam na fixação da marca.
Experiências sensoriais provocadas pela loja, como som e cheiro, ajudam na fixação da marca.

Paranaguá, referência do litoral paranaense para a economia do Estado, já sente a movimentação em torno da inauguração do shopping Estação Mall, prevista para novembro deste ano, ao lado da antiga estação de trem. Um dos setores que deve contribuir com a economia é o da arquitetura. Isso porque o empreendimento terá cerca de 80 lojas, além da praça de alimentação e cinema.

Segundo a arquiteta Luciana Hara, que cresceu na cidade e hoje tem um escritório em Curitiba (PR), o projeto arquitetônico no varejo faz toda a diferença para atrair os consumidores e, inclusive, aumentar o faturamento das lojas. “Um dos primeiros aspectos é analisar o público-alvo e os produtos que serão vendidos, para então iniciar o planejamento”, explica a arquiteta Luciana Hara.

Lojas que são franquias precisam manter o padrão nacional ou internacional da marca e normalmente recebem uma arquitetura modular, de fácil adaptação ao espaço. De forma geral, o mix de produtos e as formas de exposição são um dos principais pontos: “Os expositores devem privilegiar os lançamentos, permitir a organização por tamanhos e modelos e estar acessíveis aos consumidores e vendedores”, alerta. Por isso o mobiliário é tão importante.

Outra questão é a circulação e acessibilidade, além do fluxo até o caixa, por exemplo. “O caminho que o cliente percorre na loja, desde a entrada até o pagamento deve ser pensado. Inclusive podem ser expostos itens próximo ao caixa que normalmente são consumidos por impulso, agregando valor à venda”, complementa Luciana.

Em tempos de conta de energia elétrica cara, os empresários também precisam ficar atentos à iluminação, que deve ter pontos específicos para produtos, com spots, por exemplo, e difusos para circulação. “Há vários modelos e temperaturas de lâmpadas de LED que, se bem escolhidos, são a solução ideal esteticamente e financeiramente”, lembra. O piso também precisa de um estudo específico, pensando na praticidade da limpeza, segurança para evitar acidentes e até na resistência.

Para completar, cores e texturas dão o toque final. “As cores influenciam muito o projeto e a faixa etária dos clientes pesa na decisão. O público jovem, por exemplo, gosta de cores mais vibrantes”, afirma a arquiteta. “Vale lembrar também que experiências sensoriais provocadas pela loja, como som e cheiro, ajudam na fixação da marca”, finaliza Luciana.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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