Dólar elevado beneficia exportações de calçados, mas vendas ainda estão abaixo de 2014

A alta do dólar, que passou da casa dos R$ 4,00, no mês passado, está se refletindo nas exportações de calçados. Com um preço médio de US$ 6,87 por par, ou o equivalente a R$ 27,00, o Brasil exportou em setembro quase US$ 82 milhões em calçados, ou 18,5% a mais em dólar do que em agosto. Entretanto, estes números, que podem ser encarados como o início da tão esperada recuperação, são ainda 9% menores do que o registrado em setembro de 2014.
Nos primeiros nove meses deste ano, os fabricantes de calçados brasileiros embarcaram para o exterior 86 milhões de pares, que geraram uma receita de US$ 695 milhões, ou 12% abaixo do registrado no mesmo período do ano passado (US$ 789 milhões). O Brasil exporta hoje 15% da produção total de calçados.
Essa reação deixou os exportadores de calçados animados, pois a recuperação registrada em setembro já é sinal da melhor cotação cambial. Ou seja, como os custos dos exportadores são em moeda nacional, com o dólar elevado eles conseguem formar um preço mais competitivo no mercado internacional. Hoje, os três estados brasileiros que mais exportam calçados são o Rio Grande do Sul, Ceará e São Paulo. Já os países que mais compram os nossos calçados são os Estados Unidos, Argentina e França.
O dólar caro fez com que o Brasil importasse 8,4% a menos de calçados do Vietnã, Indonésia e China, que são os nossos principais fornecedores.
E só por curiosidade, eu fiz uma pesquisa para saber como está o consumo de calçados no Brasil. Em termos globais, ocupamos a quarta posição. Ou seja, perdemos para os Estados Unidos, China e Índia. Em média, cada brasileiro compra, por ano, 4 pares de calçados, incluindo chinelos, muito acima da média mundial que é de 2,4 pares de calçados anualmente.








