Explosão tarifária aumenta migração do consumidor para o mercado livre de energia para 40%

energia elétricaO mercado livre de energia vive uma expressiva expansão, principalmente em virtude da explosão tarifária no ambiente cativo de contratação. Apesar da crise hidrológica que afetou bruscamente o setor em 2012, o segundo semestre de 2015 está sendo marcado por intensa movimentação de consumidores. Somente neste período, de acordo com a Abraceel – Associação Brasileira de Comercializadores de Energia -, 700 empresas iniciaram o processo de migração para o ACL, que dura cerca de 6 meses.

Entre os principais fatores apontados para a movimentação estão: a alta das tarifas de energia praticadas no ambiente cativo e impossibilidade de previsão de custos mensais com energia neste modo de contratação. “Neste ano, o consumidor cativo sentiu intensamente a alta nas tarifas de energia. Isso porque, além das bandeiras tarifárias que estão vermelhas desde janeiro, houve recomposição tarifária para todas as distribuidoras e o aporte do Tesouro pelo governo esperado pelo mercado que não aconteceu. Assim, o consumidor cativo passa a arcar com alta maior na conta de luz”, explica Walfrido Avila, presidente da Trade Energy.

A instabilidade do dólar e a alta da inflação no Brasil, que impactam na compra de energia no mercado regulado – cuja correção é feita pelo IPCA – e na tarifa da Hidrelétrica de Itaipu comprada compulsoriamente pelas distribuidoras de energia das regiões Sul e Sudeste, também são fatores importantes na alta destas tarifas ao consumidor cativo.

“Temos ainda o encarecimento dos novos projetos de geração que elevam o impacto tanto no dólar quanto na inflação” afirma Avila.

De acordo com o executivo, a migração para o ACL será responsável por uma economia de cerca de 30% nos custos de energia para estes consumidores. Isso porque apesar do aumento da tarifa praticada no mercado cativo, houve uma redução do preço da energia existente. “Os consumidores livres desfrutam de uma previsão dos gastos com energia, que evita que tenham surpresas com tarifas muito altas e gastos acima do esperado. Além disso, esse modelo de contratação também permite maior abertura na negociação de preços, que beneficia o consumidor e viabiliza uma economia bastante considerável”, diz o executivo.

Atualmente os consumidores livres de energia representam 60% do PIB brasileiro, sendo 25% da carga total do sistema.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná. Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social. Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos. Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas. Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005). Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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