Crise beneficia as empresas de self storage

O locatário decide o que vai armazenar e como vai organizar suas coisas no espaço.
O locatário decide o que vai armazenar e como vai organizar suas coisas no espaço.

Enquanto vários tipos de negócios estão sofrendo as consequências da crise econômica que atinge o País, as empresas de self storage, ou locação temporária de espaços, estão crescendo e aumentando o número de clientes tanto pessoas físicas quanto jurídicas. É que com a crise, muitas empresas estão fechando suas portas ou indo para espaços menores e então se vêm obrigadas a alugar um espaço para colocar os móveis ou mercadorias, que sobraram. No caso das pessoas físicas que ficaram desempregadas ou estão tendo que reduzir seus gastos e optaram por morar em um imóvel menor, o self storage, acaba sendo a opção mais viável economicamente.

Eu conversei com a diretora da DCL Real Estate e proprietária da D. Espaço, a empresária Paola  Noguchi,  e ela me informou que o mercado de self storage existe há 20 anos no Brasil e conta hoje com 140 empresas. Em Curitiba, o segmento está crescendo bem acima da média nacional. Só no último ano, 10 novos players entraram no mercado, deixando o segmento mais competitivo em termos de preços.  Atualmente 14 empresas disputam este mercado na capital paranaense e região metropolitana.

Segundo Paola, os clientes aqui no Brasil são distribuídos na proporção de 60% de pessoas jurídicas e 40% de

Paola Noguchi.
Paola Noguchi.

pessoas físicas, ao contrário do que ocorre nos Estados Unidos onde esses espaços alugados acabam se tornando uma extensão das casas. Um dos benefícios da locação temporária de espaço é o preço e a possibilidade de fechar um contrato sem tempo mínimo de vigência. Além do que, neste tipo de contrato, não existe o pagamento de taxas extras como IPTU, água e energia elétrica. Já uma das características do negócio é a autonomia. O locatário decide o que vai armazenar e como vai organizar suas coisas no espaço. Além disso, somente o locatário ou pessoas autorizadas por ele, terão acesso aos boxes.

Segundo me informou a proprietária da D. Espaço, o preço do aluguel é determinado pelo espaço utilizado. Um box de 3 metros quadrados custa R$200. Só para se ter uma ideia, móveis de um sobrado de 150 metros quadrados, caberão num box de apenas nove metros quadrados. Isso é possível devido à forma com que estes móveis serão armazenados.

Há apenas um ano em operação,  D.Espaço, que é o único  self storage do Brasil com acesso 24 horas, já está anunciando a construção de uma segunda unidade em Curitiba. Apesar do olhar otimista sobre os números, Paola Noguchi é cautelosa e fala da dificuldade de empreender em um mercado desconhecido e em desenvolvimento no Brasil. “Investimos muito na infraestrutura e nos benefícios adicionais que tornam a experiência dos nossos clientes mais completa; o mercado de self storage é muito competitivo e entendemos que não fosse o forte investimento os resultados não seriam tão satisfatórios”, afirma.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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