Com o desemprego em alta, trabalhadores buscam no empreendedorismo uma forma para sobreviver
Se por um lado o desemprego atinge números recordes no Brasil, por outro vemos o empreendedorismo crescer cada vez mais. Nesta sexta-feira (29), por exemplo, o IBGE está informando que as taxas de desemprego no primeiro trimestre do ano alcançaram a casa de 10,9%, ao nível de Brasil, quase dois pontos percentuais acima do trimestre anterior, representando mais de 11 milhões de pessoas desempregadas.
Sem chances de conseguir um novo emprego diante da recessão instalada no País, os desempregados estão buscando de forma autônoma, meios alternativos de geração de renda. Ou seja, estão abrindo suas próprias empresas, muitas delas nascendo com os recursos das rescisões dos contratos de trabalho.
E isso pode ser comprovado pelos números do portal Empresômetro. Eu fiz uma pesquisa e constatei que em termos de Brasil, o número de empresas ativas de 1º de janeiro até esta quinta-feira (27) totalizava quase 19 milhões de empresas, ou um aumento de 3,7% em relação a dezembro de 2015. Quando se analisam os números referentes ao Paraná, a situação não é diferente. No Estado estão em atividades 1,250 milhão empresas. Isso significa um crescimento de 3,6% em comparação a dezembro do ano passado. O curioso é que 51% deste total, ou 628 mil empresas são de empresários individuais.
Já Curitiba, é a quinta cidade brasileira com maior número de empresas ativas do País, ficando atrás apenas de São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Brasília. Segundo o portal Empresômetro, a capital paranaense tem hoje 295 mil empresas ativas. Só no ano passado, o número de empresas abertas aqui aumentou quase 10%, o que é considerado um percentual bastante significativo.








