Rodada de Negócios da Apex-Brasil na APAS gera US$ 76,95 milhões em negócios

As 103 empresas brasileiras do setor de alimentos e bebidas que participaram da Rodada de Negócios organizada pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), em parceria com a Associação Paulista de Supermercados (APAS) e com o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), fecharam US$ 76,95 milhões em exportações em função do evento, considerando vendas durante a Rodada e para os próximos 12 meses.

Durante a feira APAS, realizada no Expo Center Norte, em São Paulo entre 2 e 5 de maio, as empresas brasileiras participaram de 683 reuniões com 31 compradores estrangeiros, selecionados e convidados pela Apex-Brasil. O valor de negócios superou em 22% a meta inicial da Agência, que era de US$ 60 milhões e foi 26,4% mais alto do que o obtido na edição de 2015 da Rodada, de US$ 56,62 milhões.

Os importadores, distribuidores e compradores de redes varejistas, foram escolhidos com o apoio dos escritórios da Apex-Brasil no exterior e vieram de 19 países da Europa, América Latina, Ásia e América do Norte. Costa Rica, Rússia e Cuba foram os mercados com maiores volumes de compra durante o evento.

Produtos típicos do Brasil, como açaí e cachaça, além de chocolates, vinhos, biscoitos, sucos e vários alimentos industrializados que seguem as tendências mais recentes do mercado, como a de produção orgânica e sustentável, glúten e lactose free, zero sugar e produtos integrais foram apresentados aos compradores estrangeiros. Entre os mais vendidos se destacaram as massas, biscoitos e chocolates.

“Atribuo este resultado positivo ao trabalho criterioso que tivemos de seleção dos fornecedores e dos compradores. Buscamos empresas brasileiras com produtos inovadores e competitivos, preparadas para o mercado internacional, e casamos a oferta com a demanda de importadores qualificados”, explica Rafael Prado, coordenador de Promoção de Negócios da Apex-Brasil.

“Ficamos muito satisfeitos de perceber que os compradores consideraram os produtos brasileiros de alta qualidade e valor agregado. Quem já comprava do Brasil relatou, inclusive, uma percepção de melhoria grande em termos de embalagem e inovação”, completa.

A fabricante de chocolates AMMA afirmou ter tido boas reuniões e iniciado negociações com a Rússia a partir do evento. “A conversa foi boa e acredito que começaremos a fornecer para lá, aproveitando a estrutura de distribuição que estamos montando na Europa”, comentou Pedro Weber, executivo da empresa.

A fabricante de pães de queijo Maricota aproveitou a Rodada para se aproximar de um comprador dos Estados Unidos que é especializado no setor de private label, ou seja, em indicar fornecedores para atuar com a marca própria dos supermercados. “Saímos animados dessa conversa e também tivemos uma boa reunião com a rede de hipermercados Tottus, do Peru”, conta Marília Espalaor, gerente de comércio internacional da empresa.

A Native Flavors, empresa que produz açaí certificado e processado por meio de um inovador sistema de congelamento instantâneo e já exporta para os Estados Unidos, comemorou a participação no evento. “Foi muito positivo, conseguimos novos contatos nos Estados Unidos e também na Polônia e Espanha”, comenta Rafael Vaz, diretor executivo da empresa.

A rede de varejo polonesa Kuchine Swiata – em português, Cozinhas do Mundo – que tem 15 lojas próprias na Polônia e fornece para 1000 supermercados e 3000 restaurantes no país – se interessou por produtos típicos do Brasil como quinoa, caldo de cana, água de coco e açaí, todos industrializados. “Consideramos os produtos brasileiros bem desenvolvidos, com qualidade e design”, comentou JaroslawRymuszka, comprador da empresa.

Em uma iniciativa paralela, a Apex-Brasil aproveitou a semana da feira para uma ação em parceria com os grupos Pão de Açúcar e Casino. Por meio da iniciativa, executivos de grupos associados ao Casino na América Latina, como os Grupos Éxito, da Colômbia, Disco, do Uruguai e Libertad, da Argentina, participaram de reuniões de negócios com mais de 80 fornecedores brasileiros do segmento alimentar.

A Apex-Brasil, que já é parceira do GPA e do Casino em outros projetos semelhantes, atuou na seleção e indicação de pequenos e médios fornecedores. As reuniões foram no hotel Pestana, em SP, e os compradores também visitaram a feira APAS.

A seleção das empresas brasileiras participantes da Rodada foi feita com apoio das entidades Abimapi (Associação Brasileira das Indústrias de Biscoitos, Massas Alimentícias e Pães & Bolos Industrializados), Abiarroz (Associação Brasileira da Indústria do Arroz), Abicab (Associação Brasileira das Indústrias de Chocolates, Cacau, Amendoim, Balas e Derivados), Ibravin (Instituto Brasileiro do Vinho), ABBA (Associação Brasileira dos Importadores e Exportadores de Bebidas e Alimentos), IPD (Instituto de Promoção do Desenvolvimento), Ibrac (Instituto Brasileiro da Cachaça) e Abemel (Associação Brasileira dos Exportadores de Mel).

Do lado da indicação de mercados alvos, a Apex-Brasil contou com a parceria do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, que sugeriu a inclusão de compradores da Coreia do Sul, Japão e China.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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