Segurança da informação não é impedimento para consumidores no ambiente digital

Wilson Raj:, os negócios precisam ser digitalmente confiáveis na visão dos consumidores.
Wilson Raj:, os negócios precisam ser digitalmente confiáveis na visão dos consumidores.

Pesquisa do SAS, líder de mercado em Analytics, aponta que apenas 62% dos consumidores estão preocupados em como as empresas utilizam seus dados pessoais. Além disso, 28% deles acreditam não ter qualquer controle sobre o uso dessas informações, contra os poucos 10% que acreditam ter controle total. As informações são do estudo do SAS, “Mobilidade, Vulnerabilidade e o Estado de Privacidade de Dados”, por meio de pesquisa online com 4.368 consumidores em 15 países.

A pesquisa também mostrou que seis em cada dez consumidores (63%) se mostraram mais preocupados após grandes casos de roubo e violação de dados, especialmente em agências governamentais e websites financeiros. Em pesquisa semelhante de 2014, o número de respondentes preocupados era de 77%.

A idade, renda e sexo dos participantes desempenharam papéis importantes nos resultados. As mulheres de maior renda e idade acima dos 40 anos se mostraram mais propensas a preocupações com o uso de dados pessoais; e são as mais desconfiadas com a segurança nos dispositivos de uso diário. Em relação aos dados coletados por meio de smartphones, tablets e computadores pessoais (PCs), seis em cada dez consumidores expressaram dúvida quanto a segurança dos dados coletados. A preocupação é significantemente menor quando se trata dewearables (ex: relógios conectados) e dispositivos de monitoramento e geolocalização em lojas físicas.

Quanto mais ativo o consumidor é nos meios digitais, maior a preocupação. Aqueles que mostraram hesitação sobre o uso de seus dados pessoais por empresa foram também os mais propensos a utilizar a internet, especialmente via conexões móveis. Esses acessos foram impulsionados principalmente pela busca de informações a respeito de produtos e serviços; efetuamento de compras e reservas; visitação em websites de lazer e entretenimento; contato com amigos e familiares; e pesquisas de cupons de desconto e promoções.

O estudo apontou ainda que, em troca de descontos e ofertas personalizadas, mais de dois terços dos respondentes estariam dispostos a fornecer o nome completo e o contato de e-mail. Quando se trata de ofertas especiais em determinados eventos do ano, como aniversários e feriados comemorativos, 42% dos respondentes também forneceriam a data de nascimento para recebê-las.

Uma das exceções desse comportamento é o uso de sistemas de pagamento móvel. Apenas 30% dos respondentes afirmaram utilizar a ferramenta. O maior gargalo apontado para adotar o uso ainda é a sensação de segurança. Nesse caso, a preocupação acerca dos dados está influenciando a adoção de pagamentos móveis.

Os consumidores estão colocando grande parte da responsabilidade de seus dados pessoais com as empresas, embora a percepção de aproximadamente 70% deles é que as empresas não estariam mantendo a parte delas no acordo quanto à segurança. Do mesmo modo, os respondentes não sentem que as empresas estão sendo claras e comunicativas sobre as mudanças de política em relação ao uso dos dados pessoais.

Por outro lado, os consumidores também têm se mostrado indiferentes quando se trata de proteger a privacidade. Apenas 13% dos respondentes se mostraram propensos a ler os termos de uso e políticas de privacidade antes de fazer um download de aplicativo e software, ou até mesmo antes de fazer uma compra online – mesmo clicando na caixa de confirmação de leitura e consentimento.

Provavelmente, isso ocorre por que as empresas não apresentam termos e políticas fáceis de ler. Metade dos consumidores já abandonou transações por causa da difícil compreensão desses termos. Apesar de muitos terem apontados a extensão e a complexidade dos termos entre os motivos, a principal preocupação citada foi a privacidade, mesmo depois de ler as informações de uso.

Segundo Wilson Raj, diretor global de Customer Intelligence do SAS, os negócios precisam ser digitalmente confiáveis na visão dos consumidores. Para chegar a esse ponto, são necessários executivos de nível C (Ex: CEO; CTO; CIO) com expertise digital. “A confiança começa na sala de reuniões, onde a privacidade deve ser prioridade de decisão”, diz ele.

“Os corpos diretivos das empresas precisam implementar políticas para coleta, compartilhamento e uso de dados, colocando em prática processos para garantir o compliance. As companhias precisam ser claras e definir objetivamente como a administração de dados impacta a confiança do público com a marca”, conclui Raj.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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