Por que estamos exigindo mais até dos produtos mais básicos?

Por que estamos exigindo mais até dos produtos mais básicos?

Do café ao papel higiênico, categorias tradicionais incorporam novos atributos de qualidade e conforto

Café é café. Papel higiênico é papel higiênico. Guardanapo é guardanapo. Pelo menos, durante muito tempo, produtos básicos do cotidiano foram comprados principalmente para cumprir uma função e havia pouco espaço para pensar muito além dela.

A gôndola atual mostra uma realidade diferente.

O café ganhou versões especiais, diferentes métodos de preparo e cápsulas. O papel higiênico passou da folha simples para dupla e tripla, incorporando atributos como maciez e resistência. Até categorias aparentemente simples começaram a oferecer diferentes níveis de qualidade, conforto e desempenho.

Não significa necessariamente transformar produtos básicos em artigos de luxo. O que a diversificação das gôndolas revela é que mesmo compras extremamente cotidianas passaram a comportar diferentes níveis de experiência, desempenho e qualidade.

Para Fernando Darosci, diretor Comercial e de Marketing da Softys Sepac, essa mudança ajuda a explicar por que categorias maduras continuam encontrando espaço para inovação.

“Quando uma categoria já faz parte da rotina há muitos anos, inovar não significa mudar a função do produto, mas aprimorar a experiência de uso. O consumidor passou a perceber melhor atributos como conforto, resistência, absorção e rendimento. São detalhes que fazem diferença no dia a dia e elevam a expectativa de qualidade até mesmo nas escolhas mais básicas”, afirma.

Quando o básico deixa de ser tão básico

A transformação também muda a lógica da indústria e do varejo. Em categorias de compra recorrente, a diferenciação pode aparecer justamente em características que são percebidas durante o uso.

No papel higiênico, por exemplo, número de folhas, maciez e resistência passaram a diferenciar produtos que dividem a mesma categoria. No guardanapo, essa lógica aparece em atributos como folha dupla, capacidade de absorção, resistência e toque macio.

É nessa direção que a Softys Sepac amplia a linha Maxim com o Maxim Especiale Folha Dupla, levando esses atributos para uma categoria tradicionalmente marcada pela funcionalidade.

A evolução também ajuda a diminuir a distância entre produtos de maior qualidade e o uso cotidiano. Eles não precisam ficar reservados para uma comemoração, para receber visitas ou para momentos fora da rotina. Podem estar no café da manhã antes do trabalho, no almoço em família, no jantar rápido durante a semana ou no encontro com amigos.

Para o varejo, isso significa mais possibilidades de escolha dentro de categorias tradicionais. Para a indústria, representa o desafio de continuar encontrando espaço para diferenciação justamente onde, à primeira vista, parecia haver pouco a mudar.

Em categorias que fazem parte da lista de compras há décadas, talvez esteja justamente aí o espaço para inovar: não mudar aquilo que o produto faz, mas encontrar maneiras de fazê-lo melhor.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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