Casas Bahia têm R$ 235 milhões em dívidas protestadas nos cartórios do país

Casas Bahia têm R$ 235 milhões em dívidas protestadas nos cartórios do país

Levantamento aponta mais de 4,4 mil registros em nome da companhia

Em meio ao processo de recuperação judicial das Casas Bahia, um levantamento nacional junto aos Cartórios de Protesto do Brasil mostra que a companhia possui 4.457 dívidas protestadas no país, que somam R$ 235,7 milhões. Os dados chamam atenção para a possibilidade de consultar gratuitamente a existência de protestos antes de fechar negócios ou realizar contratações com pessoas ou empresas.

As dívidas da companhia estão espalhadas por praticamente todo o país. São Paulo concentra o maior número, com 1.694 protestos, que somam R$ 69 milhões, seguido pelo Rio de Janeiro, com 1.374 registros e R$ 7,1 milhões. Em valores, também chamam atenção Goiás, onde 210 protestos representam R$ 61,8 milhões, e o Pará, que possui 31 ocorrências que, juntas, alcançam R$ 51 milhões.

Os números ajudam a dimensionar uma informação que pode passar despercebida na hora de fechar um negócio: mesmo empresas de grande porte, conhecidas nacionalmente e com décadas de atuação podem possuir obrigações não pagas levadas a protesto por seus credores. Nesse contexto, antes de vender a prazo, fornecer mercadorias, prestar um serviço com pagamento futuro ou assinar contratos de maior valor, pessoas e empresas podem incluir a existência de protestos entre as informações consideradas na avaliação de quem estará do outro lado da negociação.

“Casos de grande repercussão mostram que a análise de risco não deve estar relacionada apenas ao tamanho ou ao reconhecimento de uma empresa. Antes de assumir uma obrigação ou conceder crédito, é importante buscar informações objetivas sobre a situação daquele CNPJ. A consulta aos Cartórios de Protesto é uma ferramenta simples, nacional e gratuita que pode contribuir para uma decisão mais segura”, afirma André Gomes Netto, presidente dos Cartórios de Protesto do país.

A consulta pode ser feita gratuitamente no site Pesquisa Protesto (www.pesquisaprotesto.com.br), plataforma da Central Nacional dos Cartórios de Protesto (CENPROT). Basta informar o CPF ou CNPJ para verificar a existência de protestos em todo o território nacional. Caso seja necessário obter informações adicionais ou documentos relacionados aos registros encontrados, a própria plataforma disponibiliza os serviços correspondentes.

O protesto ocorre quando uma dívida ou obrigação não cumprida é apresentada pelo credor ao Cartório de Protesto. Após os procedimentos previstos em lei, a inadimplência pode ser formalmente registrada, tornando-se uma informação pública que pode ser consultada por quem pretende avaliar a situação de uma pessoa ou empresa.

A existência de um protesto, isoladamente, não significa que uma empresa esteja insolvente nem impede a realização de negócios. A informação funciona como um dos elementos que podem ser considerados na avaliação de risco, permitindo, por exemplo, rever condições de pagamento, solicitar garantias ou decidir se determinada operação é adequada.

No caso das Casas Bahia, o levantamento mostra ainda como apenas a quantidade de ocorrências pode não revelar toda a dimensão das obrigações protestadas. Enquanto o Rio de Janeiro possui 1.374 registros que totalizam R$ 7,1 milhões, Goiás soma R$ 61,8 milhões em apenas 210 protestos. No Pará, 31 registros alcançam R$ 51 milhões.

A consulta pode ser especialmente útil para pequenos e médios empresários que vendem a prazo ou fornecem produtos e serviços para outras empresas e, muitas vezes, não dispõem de estruturas próprias de análise de crédito.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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