Com o Pix no topo, confira os 10 tipos de soluções financeiras mais pesquisados no Brasil

Com o Pix no topo, confira os 10 tipos de soluções financeiras mais pesquisados no Brasil

Levantamento analisa o interesse dos brasileiros por serviços bancários, crédito e investimentos no ambiente virtual

A digitalização do sistema financeiro mudou a forma como os brasileiros lidam com o próprio dinheiro. Com bancos e soluções financeiras cada vez mais acessíveis pelo celular, operações que antes exigiam deslocamento e burocracia passaram a ser resolvidas em poucos cliques.

Diante disso, acompanhar o interesse dos brasileiros por diferentes soluções financeiras ajuda a entender as transformações do setor e as novas demandas do público.

Um levantamento realizado pela Topaz, empresa de tecnologia especializada em soluções financeiras digitais, com base no volume médio mensal de buscas no Google Brasil entre julho de 2025 e junho de 2026 para uma lista fixa contendo as principais soluções financeiras no âmbito nacional, revelou as opções mais pesquisadas pelos brasileiros.

O levantamento leva em consideração apenas dados de buscas no Google Brasil, não refletindo, portanto, intenções de contratação ou transações efetivas para além do ambiente digital.

Como o Pix e o cartão lideram a preferência por soluções financeiras digitais

Os meios de pagamento ocupam posição de destaque entre as soluções financeiras mais pesquisadas. O Pix aparece isolado na liderança, com 1,1 milhão de buscas mensais, o equivalente a aproximadamente 35% do volume somado pelos dez termos analisados. Além disso, o resultado é 2,3 vezes maior que o do segundo colocado, o cartão de crédito, com 474 mil buscas.

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Gratuito para pessoas físicas, disponível a qualquer hora e capaz de realizar pagamentos e transferências em segundos, o Pix tornou-se uma ferramenta cotidiana. Segundo pesquisa Ipsos-Ipec, 82% dos brasileiros o utilizam para pagamentos e transferências bancárias.

Ao mesmo tempo, o cartão de crédito continua relevante por atender a necessidades diferentes, especialmente compras parceladas e pagamentos no comércio físico e digital. Inclusive, no primeiro semestre de 2025, havia 243 milhões de cartões de crédito ativos, conforme dados do Banco Central.

No comércio eletrônico, Pix e cartão também aparecem de forma complementar. De acordo com o estudo Panorama E-commerce, o primeiro foi utilizado na última compra online por 45% dos consumidores, enquanto o segundo registrou 47%.

Além dos pagamentos, o avanço digital ampliou o acesso a outros serviços. O internet banking e as carteiras digitais, por exemplo, permitem abrir contas, transferir valores e realizar pagamentos sem depender de uma agência física.

Nesse sentido, cerca de um terço dos brasileiros que possuem cartão já tem uma carteira digital, enquanto 26% utilizam esse recurso ativamente pelo celular, segundo pesquisa do Datafolha realizada em junho de 2026.

Crédito e investimentos: o que é e como investir no tesouro direto

O interesse identificado pela Topaz, porém, vai além dos pagamentos. A presença do Tesouro Direto, com 449 mil buscas mensais, e do Certificado de Depósito Bancário (CDB), com 150 mil, indica também uma procura relevante por alternativas de renda fixa e planejamento financeiro.

O Tesouro Direto é um programa do Tesouro Nacional desenvolvido em parceria com a B3 (Brasil, Bolsa, Balcão) para permitir que pessoas físicas comprem títulos públicos pela internet. Na prática, o investidor escolhe um título emitido pelo governo, aplica seu dinheiro e recebe a remuneração correspondente conforme as regras e o prazo do investimento.

A variedade de títulos permite encontrar opções com diferentes características de rentabilidade e vencimento.

Para investir no Tesouro Direto, é necessário abrir uma conta em um banco de investimentos ou corretora, selecionar o título, transferir os recursos e concluir a compra.

A segurança no ambiente digital envolve verificação da legitimidade da instituição, uso de canais oficiais e recursos como sistemas antifraude.

Essa procura acompanha a importância da renda fixa para o investidor brasileiro. No primeiro semestre de 2025, o segmento somou R$ 4,7 trilhões, representando 60% dos investimentos de pessoas físicas, segundo pesquisa da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima).

Já no crédito, aparecem modalidades voltadas a diferentes momentos do orçamento. Em conjunto, empréstimo pessoal, consórcio, empréstimo consignado e antecipação de salário demonstram a busca por alternativas para obter recursos, organizar despesas ou planejar aquisições.

A expansão dessas soluções ocorre em paralelo ao crescimento dos canais digitais. Segundo a Pesquisa Febraban de Tecnologia Bancária 2026, com dados de 2025, 83% das transações bancárias dos brasileiros foram realizadas por canais digitais.

Das 240,8 bilhões de operações registradas no ano, 78% ocorreram pelo celular, alta de 11% em relação a 2024. Em cinco anos, o mobile banking cresceu 169%.

Desse modo, as buscas por soluções financeiras refletem uma transformação mais ampla: serviços de pagamento, crédito e investimento passaram a fazer parte de uma rotina cada vez mais conectada.

O cenário indica que a praticidade do ambiente digital não apenas facilita operações, mas também amplia o acesso dos brasileiros a diferentes formas de administrar, movimentar e investir o dinheiro.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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