Empresas de reciclagem de lixo eletrônico têm um grande potencial para explorar, mas o negócio deve ser bem estruturado

lixo-eletronicoCom o avanço da tecnologia houve um aumento considerável no consumo de equipamentos eletrônicos gerando um acumulo de lixo eletrônico. Diante deste cenário, surgiram as empresas de reciclagem de lixo eletrônico, que são responsáveis por triturar equipamentos diversos, bem como lâmpadas fluorescentes e baterias, evitando que materiais tóxicos contaminem o meio ambiente.

Para atuar nesse segmento é preciso obter autorização de órgãos ligados ao meio ambiente, como o Ibama. Além disso, para alguns tipos de produtos, como as lâmpadas fluorescentes, são necessários equipamentos específicos que geralmente são importados e caros, o que tem levado muitos empresários a desenvolverem suas próprias máquinas.

reciclagem -lampadasOs empreendedores que pretendem ingressar neste segmento têm um grande potencial para explorar. Mesmo para os pequenos empresários esse pode ser um negócio interessante, desde que adequadamente estruturado, inclusive com parcerias que assumam a reciclagem das partes que são altamente tóxicas. Só para se ter uma ideia, o Brasil é o país emergente que mais toneladas de geladeiras abandona a cada ano por pessoa e um dos líderes em descartar celulares, TVs e impressoras. Dados do programa das Nações Unidas pelo Meio Ambiente apontam que, por ano, os brasileiros jogam fora quase 100 mil toneladas métricas de computadores. Quanto à celulares, são descartados anualmente mais de duas mil toneladas.

Já à localização do negócio deverá ser em área industrial, devido aos equipamentos e a operação apresentar altos níveis de ruídos. O empreendedor também terá que procurar a Prefeitura Municipal uma vez que normalmente todos os municípios brasileiros têm um Plano Diretor Urbano, no qual é definido que tipo de negócio que pode ou não ser instalado em determinadas áreas e bairros.

Quanto ao investimento para montar uma empresa pequeno porte, em imóvel alugado, consultores do Sebrae calculam que serão necessários R$ 160 mil.

Por último, o candidato a empresário no segmento de reciclagem de lixo eletrônico deve criar uma empresa com fins lucrativos, mas acima de tudo com forte apelo sócio ambiental.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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