Empresas de reciclagem de lixo eletrônico têm um grande potencial para explorar, mas o negócio deve ser bem estruturado
Com o avanço da tecnologia houve um aumento considerável no consumo de equipamentos eletrônicos gerando um acumulo de lixo eletrônico. Diante deste cenário, surgiram as empresas de reciclagem de lixo eletrônico, que são responsáveis por triturar equipamentos diversos, bem como lâmpadas fluorescentes e baterias, evitando que materiais tóxicos contaminem o meio ambiente.
Para atuar nesse segmento é preciso obter autorização de órgãos ligados ao meio ambiente, como o Ibama. Além disso, para alguns tipos de produtos, como as lâmpadas fluorescentes, são necessários equipamentos específicos que geralmente são importados e caros, o que tem levado muitos empresários a desenvolverem suas próprias máquinas.
Os empreendedores que pretendem ingressar neste segmento têm um grande potencial para explorar. Mesmo para os pequenos empresários esse pode ser um negócio interessante, desde que adequadamente estruturado, inclusive com parcerias que assumam a reciclagem das partes que são altamente tóxicas. Só para se ter uma ideia, o Brasil é o país emergente que mais toneladas de geladeiras abandona a cada ano por pessoa e um dos líderes em descartar celulares, TVs e impressoras. Dados do programa das Nações Unidas pelo Meio Ambiente apontam que, por ano, os brasileiros jogam fora quase 100 mil toneladas métricas de computadores. Quanto à celulares, são descartados anualmente mais de duas mil toneladas.
Já à localização do negócio deverá ser em área industrial, devido aos equipamentos e a operação apresentar altos níveis de ruídos. O empreendedor também terá que procurar a Prefeitura Municipal uma vez que normalmente todos os municípios brasileiros têm um Plano Diretor Urbano, no qual é definido que tipo de negócio que pode ou não ser instalado em determinadas áreas e bairros.
Quanto ao investimento para montar uma empresa pequeno porte, em imóvel alugado, consultores do Sebrae calculam que serão necessários R$ 160 mil.
Por último, o candidato a empresário no segmento de reciclagem de lixo eletrônico deve criar uma empresa com fins lucrativos, mas acima de tudo com forte apelo sócio ambiental.








