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Logística trava competitividade do agronegócio sul-americano

Forum de AgronegócioCom crescimento constante em seus índices produtivos, a América do Sul encontra dificuldade em escoar com agilidade e eficiência sua produção agrícola para países do hemisfério Norte como a China, grande parceiro comercial do bloco. O tema foi assunto de debate no painel “Logística: A América multimodal em busca da competitividade”, durante o primeiro dia do 4º Fórum de Agricultura da América do Sul, realizado no Museu Oscar Niemeyer, em Curitiba (PR).

A falta de investimento nos modais de transporte impede que o agronegócio da região seja competitivo na entrega dos seus produtos. “Na origem já somos, temos que ser também no destino final”, afirma o diretor-presidente do Porto de Paranaguá, Luiz Henrique Dividino. “Precisamos trabalhar o nível de serviço logístico para atender o setor de commodities”, complementa.

Atualmente, 65% da produção agropecuária brasileira é escoada pelas rodovias, o que mostra a sobrecarga do modal. “Estamos ocupando muito as estradas do Brasil. Isso porque não há uma boa política voltada para ferrovias, e não temos estrutura hidroviária que responda às necessidades do país”, afirma o presidente do Terminal de Grãos do Porto de Itaqui, Luiz Claudio Santos.

Como reflexo da falta de investimento, o especialista destaca entraves como a ausência de manutenção adequada das rodovias e pavimentação e baixa extensão de duplicação. “Temos muito a fazer. Estamos atrasados em competitividade em relação ao preço”, explica Santos. De acordo com o presidente, se o nível de investimento em logística não for incrementado serão necessários 50 anos para tirar o déficit dos valores aplicados para melhorar toda a cadeia logística.

A analista comercial do Terminal Internacional de Manzanillo, no Panamá, Larissa Barrios, também participou do painel e detalhou o funcionamento do novo Canal do Panamá, inaugurado em junho, após nove anos de obras. A principal mudança foi feita nas eclusas, que passaram a receber embarcações com até 150 mil toneladas (Neopanamax) – navios 2,5 vezes maiores que os recepcionados até então, os Panamax. A ampliação pode gerar queda nos custos de frete e também no tempo gasto com transporte, principalmente no escoamento da safra de grãos pelos portos do Arco Norte brasileiro.

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Mirian Gasparin
Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná. Profissional com experiência de 44 anos na área de jornalismo, sendo 42 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social. Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos. Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 11 anos de blog, mais de 20 mil matérias foram postadas. Ao longo de sua carreira recebeu 18 prêmios, com destaque para Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005). Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.
https://www.miriangasparin.com.br

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